segunda-feira, 9 de maio de 2011

Fundamentalismo religioso e a política atual




fundamentalismo:
"Movimento religioso e conservador, nascido entre os protestantes dos E.U.A. no início do século, que enfatiza a interpretação literal da Bíblia como fundamental à vida e à doutrina cristãs [Embora militante, não se trata de movimento unificado, e acaba denominando diferentes tendências protestantes do sXX." (Houaiss)

  Com aprovação do STF que do direitos a homossexuais, o Brasil começou a viver uma nova era, mas até isso acontecer, esses tipos de leis como outras que estão em votação tem uma forte pressão de fundamentalistas religiosos.
Devido a isso, essas massas hoje usam as redes sociais, radio e televisão para poder defender os seus direitos, ou aumentar o preconceito.
  Mas não só no Brasil, isso acontece em muitos países como até mesmo os estados unidos já sofreram uma pressão de grupos cristãos para atrapalhar uma candidatura ou até mesmo protestar contra leis como, por exemplo, o Irã.
  Revolução Islâmica do Irã começou como um movimento popular pela democratização e terminou com a criação do primeiro Estado islâmico. O episódio transformou completamente a estrutura social do país e foi um dos momentos que marcaram o século 20.
  Antes da revolução, o Irã era governado pelo xá Reza Pahlevi. O poder era concentrado dentro de seu círculo de amigos e aliados. A desigualdade entre ricos e pobres se aprofundou nos anos 1970. Críticas à política econômica e ao estilo autoritário do chá estimularam a oposição ao seu regime.
  Com a Revolução Islâmica, locais sagrados foram confiscados, os bahá’ís impedidos de entrar na universidade ou de receber aposentadoria e demitidos. As assembléias locais, presentes em cada cidade e país, foram banidas e seus integrantes mortos. Na década de 1980, mais de 50 mil bahá’ís que deixaram o Irã para se refugiar em outros países, inclusive o Brasil. Com mais de 7 milhões de seguidores no mundo - 2 milhões deles na Índia, 350 mil no Irã e 150 mil dos Estados Unidos -, a religião bahá’i está entre as dez maiores do mundo e é a segunda mais espalhada, com presença em 178 países, segundo a enciclopédia britânica.
  Com isso, o Irã virou um país teocrático, dando menos liberdades as pessoas de exporem suas crenças que não seja a islâmica e temos também outros exemplos como a Índia, onde havia uma guerra entre hinduístas e islâmicos, nascendo de um tempo depois o Paquistão.
  Os EUA também tiveram a sua pressão, pois com uma ideologia que veio séculos antes no iluminismo, o deísmo passou a da mais ênfase no país, pois essa filosofia foi iniciada por Thomas Paine e com isso muitos filósofos e políticos começaram a aderir ao deísmo e um deles foi Thomas Jefferson, o terceiro presidente dos EUA e o principal autor da declaração da independência.
  Como diz Karen Armstrong, em seu livro Em nome de Deus, Thomas Jefferson após ser presidente sofreu uma forte pressão dos cristãos fundamentalistas, pois em sua tentativa de reeleição, vários grupos cristãos criaram uma cruzada antideista contra Jefferson pois acharem que ele acabaria com a religião cristã.
Isso é apenas o resumo de fato onde o fundamentalismo religioso pode atrapalhar uma evolução.
  Mas a religião não tem culpa, pois na historia temos belos exemplos que foram iniciados por Jesus e Maomé e outros exemplos como Mather Luther King Jr e Madre Tereza de Calcutá, que usaram o evangelho para o bem, um defendendo uma causa pelos direitos iguais e outra ajudando quem precisa de ajuda.
Mas infelizmente é o que não vemos no Brasil, pois á tempo há uma cruzada evangelística que tenta de tudo atrapalhar os planos de uma nação, tentam escolher candidatos, criaram uma só bancada usando seus preceitos.

  Como já dizia a ex senadora Heloísa Helena no artigo “A Infâmia da Intolerância contra os Vulneráveis Socialmente” ela cita:

“É desprezível covardia humana os comportamentos de intolerância e humilhação contra os mais fracos, contra aqueles vulneráveis socialmente e massacrados pela classe social, gênero, cor da pele, orientação sexual, convicção religiosa... isso tem permitido a muitos espancar, violentar, mutilar e assassinar seres humanos. A crueldade desses métodos, dissimulados ou explícitos, tem constituído inaceitável direito por alguns de marcar pela violência imunda e cruel o corpo e a dignidade de outros com a prática que deve ser chamado de crime de racismo, homofobia, intolerância religiosa, machismo e, portanto iniqüidade contra os que pensam, vivem e amam de forma diferente dos padrões e valores hegemonicamente aceitos em nossa sociedade.
Ao longo da história da humanidade, sob a égide da intolerância, milhões de vidas humanas foram destruídas pelos preconceitos e pela tentativa de supremacia do poder material e das convicções pessoais ou espirituais de uns sobre o esmagamento da dignidade dos outros.”


  Com isso eles usam seus precietos literalmente, trazendo a intolerância religiosa, o preconceito e hoje a homofobia e sem falar de temas polêmicos como o aborto e a eutanásia que por enquanto não tem tanta força no Brasil.
  Como virmos anteriormente, eles hoje usam seus poderes para tentar influenciar até nas eleições, como ano passado que acabou gerando sobre uma certa polemica, pois uma apoiavam candidatos que eram a favor do aborto, sendo outros contras, uns apoivam uma candidata que era crista, mas acha que um plebiscito era o mais certo e outro criticavam e sem falar dos candidatos, que usaram essa fé e todos esses argumentos para ganhar voto, e graças a isso a eleição ficou meio que suja, em determinado a isso.

  No artigo da revista Le Monde Brasil no artigo “Candidatos em nome de Deus” podemos analisar em alguns textos a questão do fundamentalismo religioso na política:

“É na República Velha que um diminuto grupo de protestantes inicia a geração de agentes políticos em cidades brasileiras. Em 1902, o presbiteriano Francisco Augusto Pereira foi prefeito de Lençóis Paulista. O batista Luiz Alexandre de Oliveira foi deputado federal por Mato Grosso; o pastor presbiteriano Antonio Teixeira Gueiros foi vice-governador do Pará. Nos anos 1930, os políticos evangélicos começaram a surgir com maior desenvoltura, quando transformações econômicas e sociais possibilitaram o aparecimento do homem urbano preocupado com uma ação política menos tutelada pelas elites e mais propensa à prática democrática.”
“Na metade dos anos 1960, são eleitos os primeiros deputados pentecostais, os pastores paulistas Geraldino dos Santos (deputado estadual) e Levy Tavares (deputado federal), ambos da Igreja O Brasil para Cristo, fundada em 1956 por Manoel de Mello. Esta é a primeira igreja totalmente nacional, desvinculada dos missionários americanos e europeus.
Todos são, notadamente, anticatólicos e anticomunistas. Quanto mais anticomunista, mais chances de sucesso junto aos militares e de assumir posições no quadro de dirigentes do país. Com essa mesma motivação, pastores e líderes das principais igrejas foram alunos da Escola Superior de Guerra nos anos 1970, graduando-se em Política, Estratégia e Segurança, consolidando suas posições ideológicas.”
“Nas eleições presidenciais de 1989, o então candidato pelo PT, Luis Inácio Lula da Silva, assustou as lideranças pentecostais e neopentecostais que anunciavam a vitória petista como o fim da liberdade religiosa e início de perseguição aos crentes. Mais que ajudar na eleição de Fernando Collor, os pentecostais e neopentecostais, de acordo com Leonildo Silveira, ajudaram a derrotar Lula e o projeto político que ele representava.”
“Além da definição de quantos e quem são os evangélicos brasileiros, pelo IBGE em 2010, também saberemos como será a formação do Congresso. A eleição de 2006 foi o pior revés para a bancada evangélica desde a década de 1980. Somente 30 eleitos, uma redução de 50% em relação a 2002, quando se elegeram 61 deputados federais ligados a igrejas evangélicas. A freada nesse avanço se deve à competição entre as igrejas pelo voto com identidade religiosa e aos escândalos.”


  Analisamos nos trechos algumas partes e uma delas analisamos que em determinadas foram criadas partes anticatolicas e anticamunistas, mas com intuito de que?Seria um dia fazer do Brasil um país teocrático?
Em outras partes podemos analisar uma cruzada antilula em 89, talvez parecida com a mesma contra o Jefferson nos EUA, mas por questão diferentes, mas com isso acabaram dando vitoria ao Collor e resto da historia, todos nós já sabemos...
  O Brasil hoje é um estado laico, que te da uma liberdade de crença. Em sua historia, o o país já chegou a ser respeitado pela sua diversidade religiosa, mas hoje infelizmente graças a esse fundamentalismo, o país pode esta indo no caminho da divisão como na índia, pelo fato de sua religiosidade, artistas estão indo pelo mesmo caminho que alguns lideres pregam como no trecho da musica da banda gospel Metal Nobre.

“Meu amor, não... Não me queira mal
Amar a Deus sobre tudo para mim é essencial
Vou dizer não tem que ser assim
Mas se Deus não serve pra você
Você não serve pra mim”

  Esse trecho infelizmente diz que crentes devem andar e casar com pessoas não crentes e ao decorrer desse tempo vai indo para política, pois para muita visão, seria mais fácil votar num crente do que não crente, e isso então se definiria o voto pela religião e não pelo caráter.
  Nada contra tenho de um cristão comandar um país, a Alemanha por exemplo é liderada por membros da união democrata cristã, mas o país não deixou de ser laico e nem eles governam com os preceitos bíblicos, como os daqui.
  Então temos que analisar que o Brasil é um pais diversificado. De um dia as pessoas terem direitos das suas escolhas, mesmo sendo homossexual, usuário de maconha, ser a favor do aborto e da eutanásia, membro de uma religião de matriz afro.
Isso cabe a nós de escolher e não um parlamento por defesa de uma crença, pois quem realmente teme a deus, não vai importar se legalizar o aborto, a eutanásia e o casamento gay, porque ela vai seguir isso a risca e não vai fazer.
  Acho que esses políticos deviam fazer como o pastor mather Luther king e a madre Teresa de Calcutá, pois em vez de lutarem por causa de um preceito religioso, vejam nossas crianças que estão abandonadas, nossos idosos morrendo em fila de hospital, vão em lugares onde a pobreza é eminente, pois garanto que se Jesus fosse presidente do Brasil ele só faria o bem a todos, independente de cor, credo e opção sexual.

sábado, 7 de maio de 2011

A direita é vítima do seu “sucesso”





Reproduzo artigo de Emir Sader, publicado no sítio Carta Maior:

A crise da direita brasileira pode ser remetida às derrotas que sofreu em três sucessivas eleições para presidente e a perspectiva de que essas derrotas sigam ocorrendo no futuro. No fundo dessas derrotas está o desencontro radical entre a direita brasileira e o país realmente existente. 

Mas um episódio contribuiu para aprofundar sua crise e sua derrota: o episódio em que ela acreditou que tinha descoberto a chave para desconstruir a esquerda – a crise de 2005 – terminou gerando falsas avaliações na direita, e acabou fazendo com que ela fosse a principal vítima da crise de 2005, das ilusões que se gerou sobre sua onipotência e sobre a suposta fragilidade do governo Lula.

Avaliaram, com sua visão liberal, que o governo Lula havia assaltado o Estado, junto com sindicatos e partidos de esquerda, que teriam gerado os casos de corrupção. Acreditavam que tinham a maioria do país atrás deles, oscilavam entre o impeachment – de que tinham medo, pelas mobilizações populares de apoio ao governo - e o sangramento – para que, nas eleições de 2006, abatessem um governo exangue, isolado, desmoralizado.

Pagaram caro por essa visão reducionista. Quando foram derrotados, na primeira reunião da direção de um jornal estreitamente associado aos tucanos, seu editor circulava, furioso, em torno da mesa, que golpeava incessantemente, gritando: “Onde erramos? Onde erramos”

Erraram em tudo, mas principalmente na onipotência que se injetaram na veia, acreditando que tinham poder para derrubar a Lula e voltar, com os tucanos, ao governo, como nos tempos gloriosos (para eles), do FHC. Foram as principais vitimas da sua criação.

Acreditavam falar em nome de um sentimento nacional contra o Estado, por menos impostos, por menos gastos em politicas sociais, contra o PT, a esquerda, os sindicatos. Faziam a apologia do governo FHC, desprezavam a desigualdade social como o principal problema brasileiro. Como monopolizavam a formação da opinião pública, acreditavam na sua ilusão de que falavam em nome do país.

Depois confiaram na ilusão de que a popularidade do Lula – por seu “discurso populista, não por suas politicas sociais – era intransferível e que um candidato com fama de bom administrador, competente dirigente politico, como o Serra, seria imbatível. Se deixaram embalar por suas próprias pesquisas – avalizadas por quem as organizava, que jurava que não haveria transferência de votos e o Serra seria imbatível – para se considerarem favoritos.

Não entenderam o país, não entenderam a vitória de Lula em 2002 e em 2006, não entenderam a derrota do Serra para a Dilma e deles, com todo o monopólio dos meios de comunicação, para a esquerda. Sempre é o povo que ainda não está suficientemente esclarecido para entender sua mensagem.

Agora vive, como resultado de tudo isso, sua pior crise. Serra tentou aparecer como continuador do Lula, depois como seu mais radical crítico de direita - revelando as alternativas que tem, sempre deslocados em relação ao que pretendiam ser, explorando vazios que sobram do amplo espaço coberto pelo bloco que está no governo. Ou uma critica de esquerda – totalmente deslocada das suas bases sociais e sua ideologia – ou de extrema direita – confundindo-se com o DEM.

Vivem, com justiça, uma crise final da aliança organizada por FHC em 1994. Que se realizou e se esgotou na precária estabilidade monetária, que eles mesmos se encarregaram de sabotar e entregar a Lula uma economia descontrolada, em profunda crise recessiva.

Termina uma fase da historia da direita brasileira, que busca rumos que lhe permitam encontrar uma outra cara.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Os cristãos e seus atos preconceituosos





  Em pleno século 21, presenciamos algumas coisas que ainda envolvem o cristianismo.
  Hoje estava dando uma olhada até ver uma notícia que me incomodou um pouco.
  O pastor da igreja da assembléia de Deus Vitória em Cristo Silas Malafaia está iniciando uma “cruzada” contra a lei PLC 122/2006, mas então eu pergunto, porque isso?
 Esse ódio criado por esse pastor vem aumentando cada vez mais dentro do mundo gospel, onde outros pastores e até cantores da área gospel estão o apoiando, pois eles estão até “tuitando” para que seus seguidores e membros enviem e-mails para os ministros do STF, deputados e senadores para que reprovem a união homoafetiva e que reprovem a lei que criminaliza a homofobia, e com isso usam argumentos em defesa da família e contra a pedofilia, aumentando cada vez mais o ódio sobre os homossexuais, mas porque isso?
   Desde muito tempo, a igreja cristã (católica e evangélica) vem sendo contra as leis que defendem as minorias, os direitos humanos, pois seguindo seus preceitos bíblicos, nunca concordam com a evolução da humanidade, porém, eles mesmos não conseguem evoluir.
   Desde a época da inquisição, o cristianismo vem perseguindo essas minorias, que seriam não crentes, mulheres, homossexuais, judeus, bruxas e etc. Mas com o Iluminismo na frança no século XVII, eles começaram a perder forças, pois em decorrer do tempo foram criando-se leis para que todos possam viver em igualdade, mas o cristianismo em muitos das lutas dos direitos humanos, se voltavam contra.
   A igreja sempre se prostou contra a cultura dessas minorias, marginalizando suas raízes como danças, religiões, artes marciais, etc e demonizando eles como se fossem monstros.
   Durante a época onde o Brasil vivia uma luta para acabar com a escravidão, apenas uma minoria cristã apoiava os abolicionistas, pois no país, ficaram famosos os sermões do padre Antônio Vieira aos africanos recém chegados à colônia portuguesa: É melhor ser escravo no Brasil e salvar sua alma do que viver livre na África e perdê-la. Às vésperas de 1888, abolicionistas solicitaram ao Papa que se aliasse a eles na luta contra o cativeiro de seres humanos. Entretanto, a posição contrária à escravidão da Igreja só surgiria anos depois que o último país escravista da história havia Abolido aquele sistema.
   É certo que diversos cristãos, católicos ou não, defenderam o fim da escravidão. Mas, ao contrário do que se pensa, tratou-se de uma minoria. Enquanto durou a escravidão, ela foi justificada e defendida majoritariamente pelos cristãos conservadores. E aqueles que lutaram contra o escravismo os tiveram como maiores opositores.
   Com o decorrer do tempo após o fim da escravidão isso foi caindo no esquecimento e hoje podemos ter padres, pastores, bispos, etc.. Com a cor negra, mas antes isso era improvável, pois para eles, eram apenas escravos e nada mais que isso.
   O escritor americano Joe Newman em seu livro “Race and the Assemblies of God Church: The Journey from Azusa Street to the "Miracle of Memphis" cita que desde 1914 os lideres BRANCOS e dominantes da ASSEMBLEIA DE DEUS nos estados unidos fizeram esforços para EVITAR participações de pessoas NEGRAS em suas reuniões, ser membro ou mesmo ter algum cargo de liderança na igreja, além dos lideres de Los Angeles serem racistas e tentarem SEGREGAR os negros, eles temiam que algum negro ganhasse liderança e com isso iriam sofrer criticas dos racistas do SUL dos estados unidos. A alta cúpula da ASSEMBLEIA DE DEUS por unanimidade criou um grupo ESPECIFICO para negros das assembléias de Deus, um igreja da "igreja" que se chamada Igreja de Deus em Cristo, onde os negros deveriam freqüentar lá, separados dos BRANCOS da ASSEMBLEIA DE DEUS.
   A história dos evangélicos no Brasil também é repleta de preconceito e conivência com o regime escravista.
   Os missionários evangélicos que chegaram ao Brasil colônia trouxeram a bíblia em uma dos maus e a chibata em outra, conheciam a palavra de justiça e igualdade pregada e praticada por Jesus, mas não tiveram coragem, não usaram essas palavras proféticas para denunciar e protestar contra o regime que aqui encontraram, foram omisso a toda injustiça e intolerância cometida contra o povo negro.


   Então a própria Assembléia de Deus que separava negros de brancos em suas igrejas, vem com o pastor Malafaia da mesma Assembléia de Deus, com um ato covarde, preconceituoso e hipócrita, usando seu poder de persuasão sobre uma massa, divulgando seu preconceito aos homossexuais, usando justamente o nome de Jesus que veio a muitos de nós pregar uma palavra de amor e respeito ao próximo, e agora esta tendo apoio de outros lideres cristãos como evangélicos e católicos.
   Todos nós temos os direitos de casar e construir uma família, mesmo se as pessoas são homossexuais, portadores do vírus dos HIV, negros, pobres, etc... Todos nós temos que ter direito a democracia, pois um país que se diz laico, não pode ser influenciado por um poder eclesiástico.
Tudo que esse pastor busca. Em vez de usar todo seu poder para o bem, como ajudar os mais necessitados, olhar para as regiões mais pobres do país, usar de verdade a verdadeira mensagem que Jesus ensinou, usa seu preconceito em cima disso para que ódio aumente cada vez mais, mesmo sabendo que o Brasil é o país que tem mais crimes contra homossexuais, ele ainda tenta aumentar essa estatística.
    É preciso pensar, pois para vivermos num país democrático, com paz, é preciso parar com esses tipos de hipocrisia, pois isso que esse pastor esta fazendo, seria a mesma coisa que Hitler fez na Alemanha.Ele ta ganhando cadeiras no parlamento estadual e federal, ele esta ganhando mais nome com suas polemicas e isso acaba ganhando mais apoio de homofóbicos e com sua influencia de líder religioso, ganha mais apoio de outros lideres religiosos e cantores gospel.
    Essa é a prova que o cristianismo é uma crença do próprio homem para interesses próprios, onde prega tudo, menos a verdadeira essência que é a palavra e os ensinamentos de Jesus que é amor ao próximo e respeito...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A mídia nos corrompe?


 Analisando hoje a  reportagem sobre a morte do Terrorista Osama Bin Laden, passa por nossas cabeças como as noticias vão e vem.Pois até horas antes se comemorava alguns títulos estaduais e na semana passada o assunto era o casamento real.

 Mas vendo de um modo meio que crítico, tentamos lembrar-se de coisas anteriores esquecida por essa mídia capitalista. Então vem a pergunta de como estaria os moradores do morro do Bumba em Niterói, os moradores da região serrana e as crianças que sobreviveram ao atentado em uma escola publica?
Mas não só a mídia jornalística pode controlar uma massa, também podemos citar os canais aberto com seus entretenimentos de teor  vulgar e uma programação que não possui nenhum conhecimento a mais.Então vamos tentar resumir isso em partes.

Mídia jornalística

 Quando se fala da mídia jornalística, podemos definir em muitas coisas como o vocabulário para que tipo de povo seja chegado.

 Lembro de uma reportagem que já faz um tempinho em dois jornais, uma era um jornal para classe mais alta, com um vocabulário mais culto e outro era para classe baixa com um vocabulário mais vulgar. Qual seria então a diferença dessas classes?Porque uma reportagem não pode ser igual para todos?

 Qual seria a diferença de uma reportagem onde um jornal cita: “Poliçada manda três para vala no morro e tal e facção tal fica no prejuízo.” E o outro cita: “Troca de tiros entre traficantes e policiais acabam em três mortes e policia apreende quiilos de drogas.”

 Infelizmente isso existe, mas porque essa diferença de reportagens?Quando você que vender um produto, você pensa como ele possa atrair certo tipo de publico. Os jornais mais populares, por exemplo, coloca capas com reportagens que envolvem mulheres belas, certos tipos de crimes que possa surpreender em requintes de crueldade ou em assuntos totalmente exóticos para ser capa de jornal, enquanto o outro jornal coloca uma capa de teor político, culto e com assuntos com temas variados, mas voltado para uma política nacional e internacional.

 Isso infelizmente separa as pessoas, pois parece que pessoa de classe mais pobre busca por vulgaridades e esses jornais em vez de botar noticias mais importantes com temas variados, acaba levando as pessoas à vulgaridade, a pornografia e entre outras coisas mais e isso também acaba valendo para televisões e rádios, que vou falar em outros tópicos.

Mídia televisiva

 Quando se fala em televisão, se fala de entretenimento, mas que tipo de entretenimento esses canais tem?
Apesar de ter apenas 26 anos, sou um cara apaixonado pela MPB, e gosto muito de ver aqueles artistas hoje consagrados pela mídia cantando em festivais de musicas, onde teve muito sucesso nos anos 60 e 70. 

 Grandes novelas que não sai do esquecimento das pessoas como cenas marcantes, mas hoje temos outro tipo de programas, quando naquela época nossos artistas tinham belas letras, ideologias e o publico era fiel. Lembro sempre de um vídeo do Simonal cantando junto com o publico meu limão, meu limoeiro onde tinha o Golias como apresentador. Aquilo ficou marcante e sempre quando posso, eu vejo e revejo este vídeo, mas os valores hoje são completamente diferentes. Enquanto naquela época se ouviam musicas que ate nos tempos de hoje não sai no esquecimento, hoje ouviremos uma musica de um artista qualquer, em que anos será esquecido e se tocar numa festa, talvez o DJ seja criticado.

 Mas a televisão tem um grande papel de da uma cultura as classes menos favorecidas, mas elas acabam não cumprindo o que é esperado. O que vemos hoje, canais com programas que insultam o ego da mulher, do negro e do homossexual, vulgarizando essas classes como que numa sociedade fossem apenas minorias. No momento onde as mulheres lutam por seus direitos, a televisão as coloca quase nua, se rebaixando para buscar um lugar ao sol nessa mídia capitalista e machista. Enquanto o negro tenta mostrar seu espaço na sociedade, a mídia coloca cantores semi-analfabetos , usando eles como se fosse meros macacos para uma sociedade branca e “racista”.Enquanto o homossexual luta por seus direitos em busca de uma união civil e tudo que a lei permite a um casal hétero, a mídia os coloca como eles vivesse em promiscuidade.Essa mídia hoje apresenta a essa classe menos favorecida isso, como programas de fofocas da vida alheia, reality show que não soma em nada em questões culturais e sociais, programas de auditórios que vende vulgaridade a todo custo para ganhar audiência e novelas que cada vez mais se vê mais desgraças do que alegria.Diferente daquela épocas dos festivais...

A mídia através da música e da cultura

 Muito difícil como se fala em questão de musicas e outros meios culturais. Sempre cito que a cultura se inicia na musica.Mas hoje ela acaba não representando mais nada e não passa de ser apenas mais uma musica.
Talvez hoje nunca escutemos uma nova geração de poetas como Cartola, Tom Jobim, Vinicius de Moraes e grandes cantores e cantoras como TIM maia, Wilson Simonal, Nara leão e clara Nunes. Pois a mídia hoje acaba nos colocamos em outras tonalidades. Se naquela época o artista era reconhecido por seu talento, hoje ela reconhece por seu apadrinhamento e por sua beleza. O marketing hoje ajuda muito desses artistas momentâneos até uma fama rápida, pois hoje uma banda ganha vários prêmios e amanha será esquecido por uma outra banda e assim vai, diferente de bandas como barão vermelho, legião urbana, paralamas e entre outros que ainda estão na memória de seus fãs.

 Mas digo que hoje há uma geração de grandes artistas, mas eles acabam ficando há um publico restrito, onde só a classe mais favorecida tem contato. As rádios populares não investem nisso, pois para eles não seria lucro botar musicas da Roberta Sá, Teresa Cristina, entre outros mais, pois hoje para muitos não vai passar de musica de velho. Hoje não há poesia, há barulhos, não ar artistas, há marqueteiros, não há belas letras com belas palavras, há letras com fácil entendimento. Nossa juventude antes era mais politizada, mas culta, mas inteligente e hoje ela é mais pornográfica, mais analfabeta, mais ignorante.
A cultura se inicia na musica, mas se a musica leva a um tipo de vulgaridade, o que vai ser daqui em diante de um jovem que escuta a esse tipo de musica?

Mídia religiosa

 Lembro de Max weber em seu livro a ética protestante e o espírito capitalista e fico imaginando se ele vivesse no Brasil, qual seria o titulo do livro: A ética evangélica ou a ética pentecostal?
Sou um grande admirador do Pr Ricardo Gondim, pois tudo que ele fala basicamente é verdade e gosto de citar uma frase minha mesma. “O Brasil hoje existe muitos evangélicos, mas poucos cristãos.”

 Quando cito isso, não é para agredir quem realmente crê em jesus, mas quem usa o nome dele, para ganhar dinheiro em cima de pobres pessoas que trabalha o mês inteiro e mesmo assim ganhando, paga seu dizimo, pois enquanto esses trabalhadores pagam seus dízimos, os lideres de suas igrejas enriquecem mais, sem ter alguma profissão, moram em mansões, compram jatos particulares, criam reinos em cima do pobre dinheiro do trabalhador. Hoje a mídia religiosa esta mais ambiciosa. Ele tem canais religiosos, programas em boa parte das TVs abertas, criam mega eventos, onde lucram muito com isso, tem gravadores para artistas gospel. O reinado é imenso, o poder de persuasão é enorme e mesmo que fique no desconfio de uma população, ainda tem proteção do governo e da constituição.

 Kardec já dizia que é melhor ter poucas pessoas com conhecimento do que muitas pessoas ignorantes. Esses lideres religiosos em vez de pregar a verdadeira palavra que é o amor ao próximo, eles pregam ainda mais o preconceito, ainda mais se forem de religiões afros e homossexuais.
Eles mesmos para lutar contra o regresso do país começam a colocar filhos, irmãos, parentes e agregados na política usando suas idéias retrógradas, atrapalhando o processo do país, pois onde é muito fácil de elegeram e cadeiras legislativas, pois eles tem uma massa sem conhecimento em suas mãos, pois como eles se dizem ser de Jesus, é muito mais fácil votar num seguidor de cristo do que num ímpio pecador.

Finalizando

 Para finalizar o texto, fica a pergunta em aberto. Até onde a mídia pode nos controlar?Até onde uma noticia importante sempre será esquecida por noticias inúteis?Quando de verdade eles vão colocar um pouco de cultura a esse povo?Muito fácil controlar uma massa desfavorecida, a não ser que você queira buscar por si mesmo, como poucos fazem, mas esses poucos não podem salvar uma nação. Isso tem que vir do poder publico, da própria mídia para que um dia esse pais possa ser um pais de verdade, pois como diz o slogan: País rico é país sem pobreza, mas não financiariamente que possamos salvar um país e isso depende de uma boa educação, um incentivo as pessoas a buscarem mais os museus, os livros, as bibliotecas. É preciso ajuda dos canais de TVs e de rádios como já fizeram nos anos 60, 70 e 80, mas qual seria o medo também da mídia de voltar aos anos dourados?Uma nova geração de comunistas que possam protestar contra tudo de errado no governo?Uma nova geração de cara pintadas para se unir e tirar um governante?Porque a mídias deixa hoje essas pessoas e os fazem como pessoas comuns?É preciso cultura a todos, não só há uma simples classe favorecida, pois só assim um país crescerá e chegara quem sabe um dia entres os melhores índices de IDH...vai então a dica....

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Realidade Fatual (Desarmamento)


Texto de Consciência Política

Este artigo é curto e tenta mostrar de forma imparcial a realidade de um provável desarmamento em nosso país, o que ganharemos e/ou perderemos com isso:


O desarmamento proposto consiste em proibir o porte e a venda de armas de fogo para a população civil. Isso já foi feito antes em outros países e debatido NESTE país e os resultados não foram como se esperava. O Referendo de 2005 que fazia a pergunta "O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?" recebeu um NÃO expressivo (63%) e deu por encerrada a discussão do assunto. Por que então querem debater isso de novo? Na verdade, existem alguns pontos importantes e interessantes a ressaltar, pontos (fatos) que muitos nem sequer tem conhecimento, mas que podem contribuir significativamente para SUA opinião.

Primeiro, a nação brasileira é MUITO diferente do que há na Suíça, EUA, Espanha, Alemanha, e o além-mar todo. Esqueça a mania de comparação. Isso compreende também o uso de armas de fogo, a forma como são armazenadas, seus fins e danos.

 A principal causa de morte do jovem brasileiro é por arma de fogo, em assaltos, brigas e discussões. É claro que a maioria das “armas” que matam sem razão (não sendo legítima defesa) são ILEGAIS, porém a maioria das armas ILEGAIS que matam já foram LEGAIS!!! Ou seja, o mercado legal de armas alimenta sim o mercado ilegal e principalmente a área que mais mata: O pequeno (GRANDE) criminoso.

Definindo o pequeno criminoso: ele costuma ser pobre; não muito experiente e, às vezes, utiliza tal meio para "sobrevivência" (ou não).  Muitas vezes são drogados e atuam sob efeito da droga ou "fissura" (abstinência). Tal criminoso não tem dinheiro ou poder para adquirir uma arma importada ilegalmente pelas rotas de tráfico, ele só conseguirá roubar uma arma legal e então raspar a identificação ou roubar (ou comprar) uma arma já "raspada" (significando que já foi legal um dia).

            E as armas totalmente ilegais (que nunca foram vendidas legalmente) vêm contrabandeadas por rotas de tráfico de armas (Leia: http://bit.ly/hTkUtY), mas isso é a minoria (80% das armas ilegais são de fabricação nacional). Porém tal minoria alimenta as organizações criminosas, com armas de alto calibre das quais é proibida a fabricação no Brasil. Mas, como foi dito antes, as armas de baixo calibre, fabricação nacional e procedência legal (roubadas) são as responsáveis pelo maior número de mortes.

O desarmamento como medida isolada (apenas proibir a posse) é questionável de qualquer maneira. Procura-se por um ato conjunto. E ficam perguntas sem resposta claras.  Onde o estatuto do desarmamento aumentar as penas para o porte ilegal, irá aumentar a fiscalização? A fiscalização se tornará mais eficaz e se tornará mais fácil? Aliás, cadê a fiscalização?

Editado e Auxiliado por @MeCaesar (César Augusto)

Este texto é para a promoção de um debate a partir de fatos, caso se discorde de alguma informação, previsão ou argumentação por favor comente e contraponha.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tragédia em Realengo



Por Joseclei Nunes

 Muito triste ao chegar ao trabalho e me deparar com essa notícia. Uma pena ter acontecido com crianças indefesas e inocentes, mas será que isso um dia será lembrado?

 Há um ano tivemos mortes envolvidas no morro do Bumba e nada se resolveu até hoje, como hoje que tivemos essa triste notícia, mas será que isso mudará algum dia?
Por ser morador de Bangu, um bairro bem próximo de Realengo, fiquei imaginando, que um dia um dos meus filhos poderia estudar nessa escola, como também poderia acontecer em qualquer outra escola.

 Podíamos imaginar tudo, com assaltos, seqüestros, perseguições ou até mesmo um homicídio, mas não, é uma coisa que geralmente acontece em países como os EUA e nunca imaginaríamos que aconteceria logo no Brasil.

 Uma tristeza pelos parentes que ao levarem seus filhos para escola, não poderem vê-las de volta em suas casas, mas triste do que isso é saber que isso será notícia por um bom tempo e será esquecido e tudo voltará ao normal, mas enquanto isso, esses parentes sentirá eternamente com essa dor.

 A questão de isso ter ocorrido, começa a pensar de como e porque isso aconteceu?

 Estudando por alguns anos em escolas publicas, se observa muitas falhas de segurança: Muitos entram não uniformizados, outros entram uniformizados, mas não apresentam a carteirinha de identificação e isso acaba misturando alunos e não alunos dentro e fora da escola. A falta de polícias ao redor da escola na hora da entrada e sai, não há segurança para identificar quem entra e quem sai e muitos outros fatores que após a esse tragédia possa ser analisado para que isso não aconteça constantemente como nos EUA.

 Tem que ser repensado em muitas coisas como a questão do porte de armas, que entram no país clandestinamente, na segurança, pois ao redor nas escolas, nem guardas municipais tem.Então fica no aviso para que essa tragédia não se repita e que os pais desses alunos nesse momento tão difícil possam ser confortados com uma dor muito grande como essa e que isso sirva de exemplo para o nosso governo e busque melhorias nas escolas e que não seja apenas estatísticas como o morro do bumba, candelária, vigário geral, etc...

domingo, 27 de março de 2011

POR QUE O CAPITALISMO PRECISA DE PROFESSORES?



Por Robson Nobre da Costa



               Para o marxismo o Homem se move por dois fatores estrutura e superestruturas, ambas se movem lado à lado fazendo com que a história seja uma emaranhado de acontecimentos e contradições, para Marx o meio de produção (A forma como a humanidade produz) constitui estrutura econômica da sociedade, que é a base real pela qual se erige a superestrutura ( A critica da economia política, 1859, P.17) Essa super estrutura que Marx fala é consciência pela qual o homem se move no tempo, a moral, a religião, enfim ainda em Marx ele fala que o meio de produção condiciona o processo de vida social, política e espiritual.
            O documentário “Trabalho Interno” ganhador do Oscar e produzido por Charles Ferguson, demonstrou, das muitas barbaridades do capital, o quanto o sistema capitalista precisa da superestrutura para sobreviver, muitos dos intelectuais econômicos do EUA são diretamente ou indiretamente ligado ao mercado financeiro Norte americano, muitos dos principais professores das grandes universidades financeiras preparam alunos para o sistema capitalista, até ai tudo bem, todo meio de produção fez isso, a estrutura econômica só consegue manter-se quando a superestrutura rema com ela.
            Diante de um sistema que prega ter a ausência da ideologia nas suas ramificações isso soa um pouco paradoxal, por que um mundo corporativo precisa de intelectuais? É simples, para sobreviver, o capitalismo assim como qualquer outro meio de produção, não sobrevive de sua produção, mas por educar o máximo de pessoas para acreditarem que o sistema dará certo, sem a qual esse sistema que explora o homem fazendo dele uma mera mercadoria jamais sobreviveria, é preciso acreditar no capitalismo para lutar por ele, de fato existem pessoas honestas que são capitalistas e que acreditam que o fato deles empregarem um ser humano, para enriquecer suas indústrias, é um grande bem a humanidade.
            Muitos são educados para o mercado competidor, voraz e desumano onde seu lucro enquanto empreendedor vale mais do que o bem geral da humanidade, e nem percebem como no caso dos especuladores do documentário que estão lidando com vidas humanas, suas decisões afetará o porteiro, o estudante, a secretária, esses também foram educados a acreditarem no sistema, e por isso não reagem, além da alienação constante, esses seres humanos pensam que o patrão, interessado em lucrar, se preocupa com o bem estar deles, assim como servo ao produzir na idade média pensava que seu senhor lhe tinha estima e por isso se dava por aquele senhor, porém na verdade tanto senhor feudal quanto o Burguês precisam do trabalhador para seu desenvolvimento, mesmo não admitindo.
            Diante dessa educação para o capital entra o papel do libertário, antes de militarmos para romper a estrutura econômica, precisamos romper a superestrutura, grande papel tem o professor nisso tudo, como falei os capitalistas tem professores para continuarem a educar para o capital, os libertários precisam atuar também em uma educação, farei uso do titulo de Mészáros, Para além do capital, temos que atuar sim em uma educação que liberte o homem do capitalismo, só assim com sua consciência livre ele poderá ver o quão prejudicial é, para a espécie, o capitalismo.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Brasil: Um país de que?



Por Joseclei Nunes

  A cada notícia que assistimos pela televisão, jornal, internet e outros meios, ficamos cada vez mais surpresos pelos nossos governantes.

  Pois acabo de ver nos noticiários, mas uma nova dessa politicagem onde o STF (Supremo Tribunal Federal) acaba de vetar a lei da ficha limpa, que não irá valer nas eleições de 2010 e sim e 2012.

Sendo isso, teremos alguns candidatos que estão respondendo processos de abuso de poder econômico, escândalo de mensalão, compra de votos, etc...

  Mas o que podemos fazer?Apenas nada. Pois a lei da ficha limpa foi uma luta da sociedade para tentar acabar com essa podridão que é a nossa política, mas acaba perdendo, pois na verdade o interesse de nossos políticos é para si próprio.

   A cada semana, mês, ano e década. No Brasil nada muda. Temos os mesmos políticos que está há 10 ou 20 anos ocupando a mesma cadeira, fazendo as mesmas coisas, mas no fim, reclamamos e acabamos votando nessa mesma pessoa novamente. Eles aumentam os próprios salários em votações extraordinárias e enrolam para aumentar o salário do próprio povo que colocam eles no parlamento. Criam investimentos milionários para copa, olimpíadas, mas esquecem de investir em educação, saúde, segurança e infra-estrutura.

  Só em 2011, teremos aumento de passagens de trens, metrôs, ônibus. Aumento de imposto de renda, táxis, remédios e outras surpresas que devem vir durante ao ano, mas o aumento da população não vale para comprar um simples pacote de arroz, criando um descaso para a população.

  Infelizmente, temos ainda que submeter a esses tipos de coisa, sendo que a nossa política a cada momento nos surpreende com noticias que apenas beneficiam eles e não a nós mesmo, mas vêm às próximas eleições, vão nos prometer mais saúdes, educação. Vão entrar em nossas comunidades preocupadas com as carências do local, prometendo fundos e mais fundos, pois após de ser eleito, vão esquecer do povo, da comunidade, das carências, etc...

  Bem, passa ano, eleição e nada mudam... Aparecem novos projetos para nos ludibriar e na hora da decisão final, acaba em pizza. A ficha limpa era uma solução, onde poderíamos acreditar que a política do Brasil talvez fosse mudar pelo menos um pouco, mas a decisão de ontem, infelizmente não foi o que a população brasileira esperava, pois ainda teremos que ver políticos que estão em processos nos “representando” no parlamento. Mas a luta ainda continua, pois esperamos que pelo menos isso pudesse valer nas eleições de 2012 e já com a lei da reforma política aprovada, mas creio que hoje isso seja apenas um sonho, que talvez não seja realizado, pois hoje não podemos confiar nem em governo e nem em oposição, pois mantendo ou mudando, eles continuarão pensando neles e em seus bolsos e tratando a população brasileira como ratos...

"É um baita retrocesso no combate à podridão na política. Mas vamos lutar ainda. (...) Decisão judicial tem valor jurídico, mas vamos questionar. Nós vamos nos insurgir, não com coquetéis molotov, mas dentro dos meios democráticos." Dep. Chico Alencar (PSOL-RJ)

“Eu fiquei bastante surpreendido. Porque se levarmos em conta a vontade do povo, que foi objeto de consideração pelos representantes do povo no Congresso Nacional, a Lei da Ficha Limpa deveria já estar valendo.” Senador Eduardo Suplicy (PT-SP)

"O ministro Luiz Fux, no seu primeiro voto importante, frustrou a expectativa de toda a sociedade brasileira e jogou por terra a validade de um projeto de iniciativa popular que contou com o apoio de milhões de brasileiros. Isso é um golpe contra aqueles que lutaram pela melhoria da qualidade na política." Dep Rubens Bueno (PPS-PR)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Democracia no Brasil, isso realmente existe?

Escrito por Joseclei nunes

   2011, pleno século 21, Brasil. Ouvimos isso em dois e dois anos, que o Brasil é um país democrático, mas será que isso realmente é verdade?Então vamos aos fatos...
   
   Vamos iniciar a questão dos nossos votos e das eleições.
   
   Primeiramente num país que possa ser democrático, porque somos obrigados a votar e não podemos de escolher?
   
   Pois em termos é muito fácil uma votação obrigatória num país não se aprende a pensar em política, pois com isso, políticos usam massas como ideologias religiosas, periferias e outras coisas.
   
   Virmos que em cada dois anos, os mesmos políticos, com as mesmas propagandas, mesmas músicas e com a mesma renda do setor privado. Vendo - que com o voto obrigatório, onde maior parte dos brasileiros não quer saber de política, pois acabam sendo convencidos a esse tipo de marketing excessivo, pois uma semana depois, se perguntarmos em quem eles votaram, boa parte não irá lembrar, pois com isso, acaba desmerecendo pessoas que realmente querem votar e políticos verdadeiros acabam não sendo eleitos, pois em base não usa esse tipo de marketing em campanhas. Temos o exemplo de alguns candidatos como Marina Silva no Brasil, Luciana Genro no Rio Grande do Sul, Heloísa Helena em alagoas e entre outros.
   
   Depois das eleições, os políticos começam a exercer os cargos, mas o que muda?Absolutamente nada, pois continuamos na mesma coisa. Eles prometem mais saúde, mais segurança, mais educação, e nada disso são resolvidas. Criam-se tampas buracos como bolsa isso, bolsa aquilo, UPAs, UPPs e outros tipos de propagandas eleitoreiras, pois isso não muda a violência nas rua, os idosos não vão parar de morrer nas filas do SUS.
   
   Pensamos em questão das UPPs. Em tese seria a solução na luta contra o crime organizado, mas isso continuou, porque as UPPs foram instaladas em lugares para beneficio próprio do governo e na população, olhamos que lugares como Copacabana, Ipanema, Jacarepaguá, tijuca são os lugares que tem UPP, Mas Realengo, Bangu, Campo Grande, Madureira não tem. E qual seria a diferença deles? Interesses privados e públicos, pois esses lugares terão acessos aos lugares onde terá as olimpíadas e a copa. Estradas são construídas em cima de comunidades para num futuro valorizar os lugares para eles próprios. Alguns lugares como batan são as exceções, mas se olharmos verá que as UPPs estão em lugares estratégicos para eles mesmos.
   
   As UPAs, outro projeto tampa-buraco e eleitoreira, onde eles usaram o argumento de diminuir os atendimentos nos hospitais, mas nada mudou, pois uma vez lembro que fui duas vezes ao UPA, uma não fui atendido, pois não tenha ortopedista e a outra foi em questão da pressão, que mesma alta, Tive alta, mas isso em tese poderia funcionar, se também investisse em cada UPA, pudessem também investir nos postos de saúde, hospitais, mas não se criam mais UPAS e mais pessoas morrem em hospitais públicos por falta de medico e inadimplência do governo e investir neles.
   
   Então para finalizar o texto, olhamos apenas o básico, mas num país onde você exerce a democracia, confia seu voto numa pessoa que possa fazer o melhor para sua comunidade e para o seu estado e virmos no mês seguinte, eles aumentarem seus próprios salários machucando a honra de um povo que confiou para representar e no final, eles pensam só neles, pois meses depois criam se discussão para aumentar simplesmente o salário mínimo de um povo que colocou eles no congresso, e outras coisas mais que ferem a população.


    Mais na próxima eleição, isso tudo se repetirá...

O que precisa Mudar?

   
   Muita coisa precisa-se mudar. Exemplos como a reforma política:

1.   Obrigatoriedade da realização de debates políticos no horário nobre da televisão aberta;
2.   Mudança de critério para definição de suplentes de Senador;
3.   Restabelecimento do critério da proporcionalidade entre a bancada estadual e a população total do estado na formação da Câmara dos Deputados;
4.   Proibição da comutatividade de cargo nos Diretórios dos Partidos de membros eleitos a cargos proporcionais (Deputado Federal, Deputado Estadual, Vereador) ou cargos majoritários (Presidente, Governador, Prefeito, Senador);
5.   Voto aberto no Senado, Câmara de Deputados, Assembléias Estaduais, Câmara de Vereadores quando se tratar de apreciação de cassação de mandato;
6.   Não obrigatoriedade do voto;
7.   Ampliação do uso da Internet para acompanhamento dos atos dos governantes e dos parlamentares;
8.   A renúncia de um cargo não livrar o parlamentar ou governante de ter seu processo de cassação finalizado e imputado sentença de perda de direitos políticos por prazo determinado;
9.   Limites de reeleições para cargos legislativos (Vereador, Deputado, Senador)
10. Flexibilização das proibições a propaganda política na internet, mesmo fora do período eleitoral;
11. Fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais (deputados e vereadores).

    Talvez com isso poderíamos alcançar a tão sonhada democracia

   Além de política séria para educação, saúde e segurança e usá-las como prioridades, pois em países que não há democracia, os hospitais cubanos são de alto nível e todos são alfabetizados, então estamos no momento de pensar e analisarmos e quem poderão votar a não, temos todas as chances de escolhermos políticos sérios que possam fazer o melhor para sua população e não para si mesmo. Pense nisso... 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

As tragédias urbanas: desconhecimento, ignorancia ou cinismo?





Por paradoxal que possa parecer, a proposta de Reforma Urbana – e a terra urbana, sua questão central- desapareceu da cena política após a criação do Ministério das Cidades
Por Erminia Maricato
Todos os anos, no período das chuvas, as tragédias das enchentes e desmoronamentos se repetem. Os mesmos especialistas, hidrólogos, geólogos, urbanistas repetem as soluções técnicas para enfrentar o problema. A mídia repete a ausência do planejamento e da prevenção aliada à falta de responsabilidade e “vontade política” dos governos (muitos dos jornalistas como os colunistas globais, donos da verdade, se esquecem de que pregaram o corte dos gastos públicos e das políticas sociais durante duas décadas). As autoridades repetem as mesmas desculpas: foram muitos anos de falta de controle sobre a ocupação do solo (como se atualmente esse controle estivesse sendo exercido), mas “fizemos e estamos fazendo…”. Todos repetem a responsabilidade dos qu e ocupam irregularmente as encostas e as várzeas dos rios como se estivessem ali por vontade livre e não por falta de opção.
Tragédias decorrentes de causas naturais são inevitáveis e irão se ampliar com o aquecimento global que atualmente é um fato indiscutível. Um serviço de alerta de alto padrão pode minimizar problemas como mostram exemplos de sociedades menos desiguais e que controlam, relativamente, a ocupação do território. Mesmo no Brasil há soluções técnicas viáveis mesmo se considerarmos essa herança histórica de ocupação informal do solo. Mas não há solução enquanto a máquina de fazer enchentes e desmoronamentos – o processo de urbanização – não for desligada.
Desligar essa máquina e reorientar o processo de urbanização no Brasil implica contrariar interesses poderosos que dirigem o atual modelo que exclui grande parte da população da cidade formal. A imensa cobertura midiática dos acontecimentos silenciou sobre os principais fatores que impedem a interrupção da recorrência e da ampliação dessas tragédias anuais. Vamos tentar dar “nomes aos bois”.
A principal causa dessas tragédias é do conhecimento até do mundo mineral: a falta de controle sobre o uso e a ocupação adequada do solo. Parece algo simples, mas é profundamente complexo, pois controlar a ocupação da terra quando grande parte da população é expulsa do campo ou atraída para as cidades, mas não cabe nela, é impossível.
Controlar a ocupação da terra quando esta é a mola central e monopólio de um mercado socialmente excludente (restrito para poucos, apesar da ampliação recente promovida pelos programas do Governo Federal) viciado em ganhos especulativos desenfreados, é inviável. Os trabalhadores migrantes e seus descendentes, não encontram alternativa de assentamento urbano senão por meio da ocupação ilegal da terra e construção precária, sem observância de qualquer lei e sem qualquer conhecimento técnico de estabilidade das construções. A escala dessa produção ilegal da cidade pelos pobres (i.e. maioria da população brasileira) raramente é mencionada.
Nas capitais mais ricas estamos falando de um quarto a um terço da população – SP, BH, POA -, metade no RJ e mais do que isso nas capitais nordestinas. Nos municípios periféricos das Regiões Metropolitanas essa proporção pode ultrapassar 70% até 90%. Áreas vulneráveis, sobre as quais incide legislação ambiental, desprezadas (de modo geral) pelo mercado imobiliário são as áreas que “sobram” para os que não cabem nas cidades formais, e nem mesmo nos edifícios vazios dos velhos centros urbanos cujos números são tão significativos que dariam para abrigar grande parte do déficit habitacional de cada cidade.
Mas, quando um grupo de sem teto ocupa um edifício ocioso que frequentemente acumula dívida de milhões de reais de IPTU, no centro da cidade formal , ação do judiciário, quando provocada, não se faz esperar: a liminar é rápida ainda que esses edifícios estejam bem longe de cumprir a função social prevista na Constituição Federal e no Estatuto da Cidade. Enquanto isso, aproximadamente milhões de pessoas, sim milhões, ocupam as áreas de proteção ambiental: Áreas de Proteção aos Mananciais, várzeas de rios, beira de córregos, mangues, dunas, encostadas que são desmatadas, etc. Não faltam leis avançadas e detalhadas. Também não faltam Planos Diretores.
Quando se fala em solo urbano ou terra urbana é necessária uma ressalva: não se trata de terra nua, mas de terra urbanizada. A localização da terra ou do imóvel edificado é o que conta. Há uma luta surda e ferrenha pelas melhores localizações, assim como pela orientação dos investimentos públicos que causam aumento dos preços e valorização dos imóveis em determinadas áreas da cidade.
A terra urbana (ou rural) é um ativo da importância do capital e do trabalho. Distribuir renda não basta. É preciso distribuir terra urbana (ou rural) para combater a escandalosa desigualdade social no Brasil.
Quando voltou do exílio, Celso Furtado chamou atenção para a necessidade de distribuir ativos como forma de combater a desigualdade social. São eles, terra e educação. Na era da globalização a terra vem assumindo uma importância estratégica. Conglomerados transnacionais e até mesmo Estados Nacionais disputam as terras agriculturáveis nos países mais pobres do mundo todo. No Brasil ela se encontra sobre intensa disputa no campo ou na cidade.
Infelizmente o Governo Lula ignorou essa questão crucial e a política urbana se reduziu a um grande número de obras, necessárias, porém insuficientes. É verdade que a maior responsabilidade sobre a terra, no âmbito urbano, é municipal ou estadual (quando se trata de metrópoles). Mas é preciso entender porque um programa como o Minha Casa Minha Vida, inspirado em propostas empresariais, causou um impacto espetacular no preço de imóveis e terrenos em 2010.
Financiar a construção de moradias sem tocar no estatuto da propriedade fundiária, sem regular ganhos especulativos ou implementar a função social da propriedade gerou uma transferência de renda para preço dos imóveis. E parte dos conjuntos habitacionais de baixa renda continua a ser construída fora das cidades, repetindo erros muito denunciados na prática do antigo BNH. Os prefeitos que não querem ou não conseguem aplicar a função social da propriedade enfrentam a dificuldade de comprar terrenos a preço de mercado, altamente inflado, para a produção de moradias sociais. Já os governadores, em sua absoluta maioria, ignoram a necessidade de políticas integradas nas metrópoles.
As demais forças que orientam o crescimento das cidades no Brasil estão muito ligadas à essa lógica da valorização imobiliária com exceção do automóvel que ocupa um lugar especial. Ao lado do capital imobiliário, as grandes empreiteiras de obras de infra-estrutura orientam o destino das cidades quando exercem pressão sobre os orçamentos públicos (via vereadores, deputados, senadores ou governantes) para garantir determinados projetos de que podem ser oferecidos ao governante de plantão como forma de “marcar” a gestão. As obras determinam o processo de urbanização mais do que leis e Planos Diretores, pois o que temos, em geral, são planos sem obras e obras sem planos. A política urbana se reduz à discussão sobre investimentos em obras e isso está vinculado à lógica do financiamento das campanhas a ponto de determinar as obras mais visíveis e aquelas que possam corresponder ao cronograma eleitoral.
As obras viárias são priorizadas pela sua visibilidade e, é claro, para viabilizar o primado do automóvel, outro dos principais motivos da completa falência das nossas cidades. Os males causados pela matriz de mobilidade baseada no rodoviarismo, ou mais exatamente pelos automóveis, são por demais conhecidos: o desprezo pelo transporte coletivo, ignorando o aumento das viagens a pé, o alto custo dos congestionamentos em horas paradas, em vidas ceifadas nos acidentes que apresentam números de guerra civil, em doenças respiratórias e cardíacas devido à poluição do ar, na contribuição para o aquecimento do planeta e o que nos interessa aqui, particularmente na impermeabilização do solo.
Parece incrível que em pleno século XXI foi aprovada e iniciada a ampliação da nefasta marginal do Rio Tietê (o governador Serra, candidato à presidência se enroscou no cronograma da obra que ainda levará muito tempo para ser terminada) um equívoco dos engenheiros urbanistas que se definiram pelo modelo rodoviarista para São Paulo e em conseqüência para todo o Brasil. (Ocupar margens dos rios quando estas deveriam dar vazão às cheias do período das chuvas é, como sabemos, contribuir com a insustentabilidade urbana).
Agora os carros e caminhões parados com seus escapamentos despejando poluentes na atmosfera ocupam oito pistas da marginal ao invés das 4 anteriores. Mas essa estratégia não é exclusividade de um partido. Governos de todos os partidos na cidade de São Paulo contribuíram para o deslocamento da centralidade fashion da cidade em direção ao sudoeste produzindo, com pontes, viadutos, obras de drenagem, trens, despejo de favelas, operação urbana e projetos paisagísticos uma nova fronteira de expansão para o capital imobiliário.
As obras de drenagem oferecem um exemplo dos erros de uma certa engenharia que ao invés de resolver, cria problemas. Durante décadas as empreiteiras se ocuparam em tamponar (“canalizar”) córregos e construir avenidas sobre eles, impermeabilizando o solo e permitindo que as águas escoassem mais rapidamente para as calhas dos rios. Agora, quando se trata de reter a água, surge a “moda” dos piscinões. Um mal necessário mas que não passa de paliativo já que o solo continua a ser impermeabilizado e a sua ocupação descontrolada.
Diante desse quadro espantoso, é surpreendente que a questão urbana tenha perdido a importância a ponto de ser quase nulo o seu destaque programas de governo de todos os partidos e estar ausente dos debates nas últimas campanhas eleitorais. Até mesmo a proposta de Reforma Urbana, reconstruída a partir da luta contra o Regime Militar, inspiradora da criação do Ministério das Cidades, que tinha como centralidade a questão fundiária, desapareceu da agenda política. Movimentos sociais estão mais ocupados com conquistas pontuais na área de habitação.
O Ministério das Cidades, criado para tirar das trevas a questão urbana brasileira, combatendo o analfabetismo urbanístico está nas mãos do PP (partido do ex-prefeito e governador Paulo Maluf e ex- presidente da Câmara Severino Cavalcanti) desde 2005. Algumas poucas gestões municipais “de um novo tipo” que surgiram nos anos 1980 e 1990, voltadas para a democratização das cidades, dos orçamentos, das licitações, do controle sobre o solo, ainda tentam remar contra a maré contrariando interesses particulares locais, mas elas são cada vez em menor número diante do crescimento do pragmatismo dos acordos políticos. A Copa e as Olimpíadas e as mega obras que as acompanharão ocupam a preocupação dos gestores urbanos que insistem em concentrar investimentos em novos cartões postais e novas áreas de valorização imobiliária até que a próxima temporada de chuvas traga a realidade de volta por alguns dias e a mídia insista na falta de planejamento e prevenção.
Erminia Maricato é arquiteta, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, foi coordenadora do programa de pós-graduação (1998-2002), secretária de Habitação de São Paulo (1989-1992) e secretária-executiva do Ministério das Cidades (2003-2005).
 

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