domingo, 23 de agosto de 2015

Vasco, Uma derrota de presente


Apesar da vitória diante do Flamengo em partida válida pelas oitavas de final da Copa do Brasil e a comemoração do aniversário de 117 anos, o Vasco iniciou o segundo turno do Campeonato Brasileiro com mais uma derrota diante do Goiás, adversário direto contra o rebaixamento, por 3x0.

No inicio da partida, o Goiás abriu o placar aos quatro minutos, em bola lançada na área, Zé Eduardo aproveita o lance e marca de bicicleta para abrir o placar para o time da casa. Após o gol, o Vasco tentou arriscar mais no ataque, mas o Goiás ampliou o placar. Em lance duvidoso na área defensiva do Vasco, o árbitro entende que Christianno puxa Bruno Henrique e marca o pênalti. Erik bate bem e marca. Com 19 minutos o juiz expulsa Jorge Henrique por entender que o jogador agrediu Bruno Henrique no chão. O jogador do Goiás, que levantou o pé no rosto do atacante vascaíno, recebeu amarelo.

O segundo tempo não foi diferente. O Vasco com um a menos tentava segurar o ataque do time goiano, mas a equipe não conseguiu e aos 28 minutos, o árbitro Luiz Flavio de Oliveira marcou mais um pênalti para os goianos na Rodrigo levou o segundo cartão amarelo e foi expulso. Na cobrança, o atacante Erik fez o terceiro, garantindo a vitória para a equipe esmeraldina, enquanto isso o Vasco continua na lanterna, nove pontos atrás do primeiro time fora da Zona de rebaixamento.

Na próxima rodada, sábado (29), o Vasco não contará com Rodrigo, Jhon Cley e Jorge Henrique, que estão suspensos contra o Figueirense, no Maracanã. Na quarta-feira (26), o Gigante da Colina decide a vaga para as quartas de final da Copa do Brasil, diante do Flamengo, às 22h, também no estádio.

Resta saber como o Vasco irá se portar contra o Flamengo, pois o empate garante o time para as quartas de final da competição, mas sábado terá o primeiro dos dez jogos em casa e a vitória é mais que obrigação, pois assim como a maioria da torcida, eu escolhi acreditar e como já dizia o velho ditado futebolístico, o campeonato só termina, quando acaba, mas quarta-feira, queremos a classificação e também brigar pelo titulo da Copa do Brasil.

Texto e Edição: Joseclei Nunes (@JosecleiNunes)
Foto:  Lancenet/Divulgação

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Vasco, 117 anos de conquistas e glórias


Sim, o Vasco está em crise, enfrentando mais uma chance de rebaixamento, que poderá ser a terceira em oito anos. Sim, o Vasco vive um momento político conturbado, gerando uma divisão entre aqueles que são prós e contras a gestão Eurico Miranda, mas uma coisa a instituição Vasco da Gama nunca deixará de ser o Gigante da Colina, que tem uma massa de 10 milhões de apaixonados.

A luta pelo rebaixamento é apenas de muitas lutas que o Vasco enfrenta. Clube fundado por um grupo de 63 rapazes, imigrantes portugueses e luso-descendentes, onde se reuniram em uma sala da Sociedade Dramática Filhos de Talma, localizado no bairro da Saúde, fundando o clube de remo Club de Regatas Vasco da Gama, quando eram comemorados os 400 anos da viagem do célebre almirante à Índia.
Em 1904, O Vasco elegeu o primeiro presidente não-branco da história dos clubes esportivos em atividade no Rio, sendo o oitavo presidente da história do clube. Numa época em que o racismo dominava o esporte, Cândido José de Araújo, um mulato que não dispensava a elegância de um cravo branco na lapela, fez uma gestão exemplar, apresentando o Vasco como um clube aberto e sem preconceitos.

O futebol só veio em 1913, com a criação do Lusitânia era um clube restritivo, que só aceitava portugueses como sócios, o que o impedia de ser incorporado à Liga Metropolitana de Sports Athléticos. O Vasco, por outro lado, aceitava tanto portugueses como brasileiros como sócios. Um acordo entre os clubes celebrado a 26 de novembro de 1915 levou à fusão dos dois, dando origem ao departamento de futebol do Vasco da Gama, mesmo contra alguns remadores, que não aceitavam a criação do departamento de futebol. O Vasco estreou a 3 de maio de 1916, na terceira divisão, perdendo por 10 a 1 contra o Paladino Foot-Ball Club.


O clube então incorporou em seu quadro, jogadores de origem étnica, com a condição que soubessem jogar futebol e em 1922, o Vasco conseguiu o primeiro título ao derrotar o Carioca por 8 a 3, ficando com a taça Constantino, garantindo a ida para a Primeira Divisão da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT). A campanha do clube foi excelente, com onze vitórias, dois empates e uma derrota, sagrando-se assim campeão do Campeonato Carioca de Futebol de 1923 no seu ano de estreia. O time vascaíno era composto por jogadores de várias origens, como negros, mulatos, portugueses e brancos pobres da classe operária, fazendo diferença a outros clubes como Fluminense, América e Flamengo, que não aceitavam ser derrotados por um time formado por negros e pobres e que nem estádio possuía e no ano seguinte deixaram a LMDT e funda a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA).

O Vasco permaneceu na LMDT, ao lado de clubes que não aceitaram as condições ou que não conseguiram cumpriram as exigências da AMEA (casos do Bonsucesso, Andarahy, Villa Isabel, Mackenzie), sendo campeão da Liga Metropolitana em 1924 e no ano seguinte, houve acordo entre o clube e a AMEA, costurado em boa parte por Carlito Rocha, futuro presidente do Botafogo. O Cruzmaltino manteve seus atletas. E o clube, com seus jogadores negros, mulatos e pobres, entraram para a história esportiva do país ao contribuir decisivamente para tornar o futebol um esporte realmente de todos os brasileiros.



Em 1927, em uma campanha de arrecadação permitiu que o sonho se tornasse realidade, com a construção de São Januário, que até 1941, com a inauguração do Pacaembu era o maior estádio do país.



Chegando à década de 40, o Vasco montou um timaço, conhecido como “Expresso da Vitória”, com Augusto, Eli, Lelé, Isaías, Jair, Danilo, Ipojucan, Fiaça, Ademir e entre outros. Com esse elenco, o time, o Vasco conquistou o Campeonato Sul-Americano de Campeões e foi a base da Seleção Brasileira na Copa de 1950.


Assim foram nas décadas seguintes, como na década de 70, o time foi campeão brasileiro em 1974 e alguns nomes que entraram para história do clube como Roberto Dinamite, Zanata, Alcir, Ademir, Jorginho Carvoeiro e entre outros. Na década de 80 outros nomes como Romário, Bebeto, Sorato, Acácio trouxe o bicampeonato brasileiro, em 1989 e nome como o do Cocada, campeão carioca em 1998, sobre o Flamengo.


Outros títulos vieram, o Brasileiro de 97 e 2000, a Libertadores, conquistada em seu centenário em 1998, a MERCOSUL em 2000, com uma das viradas históricas no futebol brasileiro, assim como a Copa do Brasil em 2011 e de grandes ídolos como Edmundo, Felipe, Pedrinho, Carlos Germano, Helton, Juninho Pernambucano e entre outros fazem do Vasco um clube gigante e mesmo com toda crise que vive no momento atual, a história que as adversidades virão, mas no final sempre dará a volta por cima.


Parabéns Vasco pelos 117 anos de existência e que sua grandeza seja eterna como toda sua história. 



Texto: Joseclei Nunes (@JosecleiNunes)

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Um romance de carnaval


Conto publicado no Wattpad: Entre Crônicas e Contos

João Marcos é escritor e estudante de Jornalismo. Ele como muito dos cariocas é um amante do carnaval eu um apaixonado pelas escolas de samba. Mas o ano de 2005, seria um atípico e nas vésperas das disputas de samba e há meses de seu casamento, seu noivado de quase 6 anos terminaria e para surpresa de João, sua amada foi embora para África do Sul.

Após termino de seu noivado, ele resolveu deixar de lado por um tempo aquilo que ele mais amava, mas com o carnaval chegando, o desejo de João em voltar a frequentar, mesmo que na etapa final dos ensaios das escolas de samba, era grande, mas depois de muitos anos, ele decidiu que não iria ao sambódromo acompanhar os desfiles e sua escola de paixão, a São Clemente, já que João foi nascido e criado nas redondezas de Botafogo.

Na semana anterior, João resolveu programar seu roteiro para acompanhar pela primeira vez o carnaval de rua, que vem crescendo a cada Ana, mas algo entraria na história, Na sexta-feira, semana que antecede ao carnaval, ele decidiu pular no famoso Bola Preta e quando foi comprar a sua camisa para acompanhar o bloco, ele ficou encantado com uma jovem morena, aparentemente 25 anos, cabelos cacheados, corpo perfeito.

Após o termino de seu noivado, João evitou por algum tempo se aproximar de outra mulher, mas parecia que dessa vez seria diferente e sem hesitar, ele foi em direção da menina.

- Com licença, vir até aqui, pois fiquei muito encantado com a sua beleza e mesmo sabendo que estamos em um bloco pré-carnaval, resolvi chegar até aqui e tentar conhecer mais sobre você e por que fiquei tão encantado por você.

Ela timidamente sorriu, mas respondeu. - Meu nome é Eduarda, sou capixaba e estou a três dias no Rio de Janeiro, mas o que fez você vir até aqui?

- Realmente não sei, mas acho que foi o seu sorriso e algo de diferente que não via em outras pessoas, mas é a primeira vez que você está aqui no Rio de Janeiro.

- Na verdade sim, eu acabo de me formar na faculdade e resolvi tirar férias no Rio de Janeiro, pois sempre gostei do carnaval daqui e achei que seria o momento exato de conhecer.

João sorriu e perguntou. - Então você também gosta de carnaval, mas me diga o que mais gosta e o que já está achando dessas férias?

- Desde pequena, minha família sempre foi ligada ao carnaval. Meu avô é carioca e fala muito do carnaval daqui. Essa paixão passou para o meu pai, que é um dos diretores da MUG, uma escola de samba tradicional na cidade de Vitória.

João então ficou surpreso ao descobrir que aquela beleza, também tem uma paixão pelo carnaval.

- Interessante apesar de acompanhar bem pouco o carnaval de Vitória, aliás, elas não estão desfilando nesse fim de semana?

- Sim, mas na verdade, eu não desfilo na escola já faz alguns anos e mesmo com titulo conquistado no ano passado, não me interessei em voltar, mas você também desfila?

- Na verdade, também não desfilo, mas sempre acompanhei os bastidores do carnaval, pois sempre fui apaixonado por tudo que envolve as escolas de samba, mas nunca me interessei em fazer parte de uma agremiação, apesar de ser Botafogo e apaixonado pela São Clemente, que hoje desfila pelo grupo de acesso, mas você também falou que tinha se formado a pouco tempo, correto?

- Sim, me formei em Geografia e você, também é formado?

- Estou no penúltimo período em jornalismo

- Legal e após de se formar, o que pensa em fazer?

- Na verdade ainda não sei. Estou iniciando um romance e talvez não fique na área da comunicação, mas hoje escrevo para dois sites sobre carnal e de vez em quando, reviso textos para ganhar um extra e você?

- Sou assistente administrativa, mas pretendo seguir a carreira, pois quero ser professora.

- Será uma bela professora. Enquanto a conversa ia fluindo entre os dois, os foliões começavam a caminhar com o bloco, João nesse momento chamou a Eduarda para um lugar mais tranqüilo.

- Topa em sair daqui e irmos para um lugar mais tranqüilo.

- Claro, para onde vamos?

- Podemos ir para a Lapa, conhece?

- Na verdade só de nome, mas aceito o convite

João então chamou o táxi e levou Eduarda para um dos bares da noite da Lapa.

- Aqui é a Lapa, terra da boemia, dos malandros, mas então me diga, já que gosta de carnaval, gosta também de samba?

- Sempre gostei de música, mas ouço pouco de samba. Lembro do meu pai ouvindo Clara Nunes, Dona Ivone Lara, João Nogueira e entre outros, mas sou uma apaixonada pelo Blues e pelo Jazz e as vezes fico horas ouvindo Billie Holiday e Ella Fitzgerald.

- Acho interessante essas cantoras, mas sempre fui ligado ao samba, assim como seu pai, mas a minha paixão sempre foi pelos sambas de enredo, que desde pequeno são as minhas paixões, mas esse ano fiquei um pouco afastado e estou meio que por fora.

- Houve algo com você?

- Sim, terminei um noivado de anos quase no fim do ano e isso me desmotivou, por isso que gostaria de freqüentar novos ares nesse carnaval até encontrar você.

Sem reação, Eduarda agradeceu, mas ainda ficou tímida ao ver o flerte de João Marcos.

- Fico lisonjeada pelo elogio e pelo pouco tempo que conversamos, percebi que é um homem bastante interessante e sinto muito pelo fim do noivado.

- Já foi e agora estou aqui, conversando com você que também é uma mulher muito interessante.

Enquanto o tempo passava e os dois já estavam tontos devido a bebida, João falou que depois do fim de seu noivado, ela foi a coisa mais importante que ele conheceu, sem reação, Eduarda ficou vermelha e não resistiu ao beijo.

No momento do beijo, João falou que ela seria a melhor conquista em muitos anos de carnaval que ele acompanhou, então convidou Eduarda para sua casa, que fica no bairro do Flamengo, quinze minutos da Lapa. Naquela noite, eles se amaram como nunca tinha acontecido para ambos e no dia seguinte parecia até o ano novo, onde ficaram o dia todo na cama se conhecendo, se amando e planejando como seria o carnaval para os dois.

Enquanto João queria maneirar e cair na folia em poucos blocos na cidade do Rio de Janeiro, Eduarda planejava curtir os quatros dias, mas o destino planejou outros eventos nesses dias e a partir dali, João renasceu e viu em Eduarda a coisa mais importante que tinha acontecido para ele, mas a distancia atrapalhou o inicio dessa paixão, mas no fim Eduarda, mesmo contra os pais, saiu de vitória para o Rio de Janeiro onde queria viver um lindo romance que começou no carnaval.
 

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