terça-feira, 29 de julho de 2014

Final de semana com definições da Copa Argentina

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Após a derrota para a seleção da Alemanha na Copa do Brasil, os argentinos tiveram pouco tempo para se lamentar o titulo perdido. Na mesma semana iniciava a 16 avos da Copa Argentina, com 32 clubes classificados, mas nesse final de semana foi à definição dos classificados para as oitavas final do torneio com exceção de Quilmes e Banfield, que será no dia 5 de agosto.

Abaixo vou falar como foi os jogos das principais equipes do país:

San Lorenzo 2 x 0 Almirante Brown

Semifinalista da Taça Libertadores, o clube de Boedo venceu por 2x0 em La Punta, na província de San Luis com os gols de Catalán e  Cauteruccio.

Estudiantes 3 x 1 Douglas Haig

Com gols de Carrillo, Martínez e Correa, o Estudiantes derrotou o modesto Douglas Haig por 3 a 1 no Estádio Florencio Solá, em Lomas de Zamora, Província de Buenos Aires.

Vélez Sarsfield 0 x 2 Estudiantes Caseros

Favorito, o Vélez Sarsfied perdeu em Lanús para o modesto clube da terceira divisão Estudiantes Caseros por 2 a 0 com os gols de Serrano e um gol contra de Cardozo.

Newell’s Old Boys 1 x 3 Talleres Córdoba

Jogando no Estádio do Atlético Rafaela, o clube do Rosário foi surpreendido pelo Talleres pendendo de virada por 3x1 com os gols de Mozzo,  Cháves duas vezes.

Rosário Central 3 x 1 Juventud Unida de San Luís

Rosario Central derrotou o Juventud Unida de San Luis, por 3 a 1, no estádio Juan Domingo Perón, em Córdoba com os gols de Franco Niell, Aguirre e Loco Abreu, que jogou pelo Botafogo.

Boca Juniors 0 x 2 Huracán

No estádio San Juan del Bicentenario, o Boca Juniors foi surpreendido pelo Globo com os gols de Abila e Mancinelli.

Racing 1 x 0 San Martin de San Juan

Com Diego Milito em campo, o clube de Avellaneda venceu com o gol de Acuña no estádio de Juan Gilberto Funes em La Punta.

River Plate (6)0 x 0(5) Ferro Carril Oeste

Na estréia de Gallardo no comando e jogando com o time misto, o River passou sufoco no tempo normal no Estádio Padre Ernesto Martearena, em Salta, vencendo apenas nos penatis com o gol de Maidana.

Belgrano 0 x 2 Independiente

No Estádio Florencio Sola, em Banfield, o Rojo passou fácil com dois gols de Pizzini

Outros jogos: Olimpo (2)0 x 0(4) Atletico Rafaela; Arsenal 1 x 3 Instituto; Godoy Cruz (2)3 x 3(4) Defensa y Justicia; Gimnasia (2)0 x 0(4) Argentinos Juniors; Lanús 0 x 1 Colón; Tigre (5)0 x 0(4) All Boys.

Apesar das surpresas pela eliminação do Vélez para um modesto clube da terceira divisão,do Boca para o Globo, que hoje esta na segunda divisão, do Newell’s para o Talleres Córdoba, também da segunda divisão e a eliminação do atual campeão Arsenal para o Instituto, os classificados para as oitavas não é uma novidade. River e San Lorenzo estão crescendo durante essa temporada. Os Millonarios é o atual campeão do Torneio Inicial e do Super Campeonato e voltará a Libertadores em 2015, enquanto o Ciclón esta a um passo para a primeira final do torneiro intercontinental. São os grandes favoritos, além do Estudiantes. Já Boca e Vélez parecem que sentiram a ausência de Gareca e Riquelme e começaram o segundo semestre na incógnita. Racing e Independiente correm por fora, mas a volta de Milito e a primeira divisão podem fortalecer os clubes de Avellaneda.

Segue abaixo os duelos das oitavas de final da Copa Argentina:

River Plate x Colón; San Lorenzo x Defensa y Justicia; Rosario Central x Tigre; Talleres x Rafaela, Racing x Argentinos Jrs; Estudiantes x Independiente; Estudiantes de Caseros x Instituto e Huracán x Quilmes ou Banfield.


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Texto e Edição: Joseclei Nunes

Foto: EFE

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Futebol Brasileiro - "O silêncio que sucede o esporro"


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Depois da humilhação na semifinal para Alemanha e a derrota da disputa do terceiro colocado para Holanda, surgiram vários culpados pelo fiasco da Seleção Brasileira na Copa dentro de casa. Como nas edições anteriores, volta a palavra “renovação”. Mas o que temos que renovar?

Vamos iniciar pelo o próprio futebol brasileiro. Nas duas ultimas edições, o campeão conseguiu a taça rodadas anteriores e vimos uma disputa pelo rebaixamento mais forte, com clubes de tradição sempre envolvidos. Depois vimos os campeonatos intercontinentais. Depois de anos, não temos um clube brasileiro na semifinal da libertadores, sendo que três deles não conseguiram chegar as oitavas.

Outro fato é administração. Desde a época de João Havelange, surgiram histórias de corrupções e interesses políticos, sem falar que o comando é passado para aliados. Na comissão técnica, sempre aparecem os mesmos nomes. Desde a copa de 94, vimos os mesmos nomes passando pela seleção brasileira e só duas copas foram conquistadas nesse tempo.

Agora vamos ao futebol brasileiro. Dos 23 convocados, apenas três jogam no Brasil. Os jogadores brasileiros não criam uma identidade com o torcedor brasileiro e muitos vão para Europa bem jovens. Outra questão é a base dos clubes. As maiorias dos clubes passam por grandes dificuldades financeiras, ficam presos a empresários e investidores e poucos conseguem segurar suas promessas por muito tempo. Outra questão é a base, muitos clubes brasileiros não têm um centro de treinamento para uma formação de jogadores, poucos conseguem criar um CT com escolas, psicólogos e uma comissão que avalie os jogadores. Outra a questão é treinamento tático, hoje os clubes formam defensores, goleiros e poucos meias surgem no nosso futebol, algo que fizerem buscar essa posições nos países vizinhos.

Além de jogadores, a escassez de técnicos passou a incomodar. Após 98, surgiram bons técnicos. Luxemburgo, Leão substituíram Zagallo, mas sem sucesso, apenas com Scolari conseguiram trazer o pentacampeonato. Desde 86 não vimos uma continuidade na comissão técnica. Equipes como Alemanha, Espanha e Uruguai tiveram os mesmos técnicos da copa passada. Sem essa continuidade, sempre atrapalha na hora de formações táticas e até uma continuidade de um elenco.

O futebol brasileiro desde 98 vive apenas de jogadores individuais e pouca coletividade e no futebol moderno é preciso ter uma mudança e urgente, pois não podemos viver de um ou dois jogadores, se não existe uma equipe para conseguir alcançar o objetivo.

A evolução do futebol alemão

Após a eliminação da primeira fase da Eurocopa em 2000, a federação alemã resolveu fazer uma revolução dentro do seu futebol. A partir daquela eliminação, a federação de futebol alemão investiu bilhões no futebol, assumiu todos os centros de treinamentos no, empregou técnicos e deu esperança de milhares de alemães tentarem a sorte no futebol, assim fez com os filhos de imigrantes que moram no país. Desse projeto, surgiram nomes como Thomas Muller, Ozil, Boateng, Kroos, Khedira e entre outros.

Outro fato foi manter o preços dos ingressos, proibição de empresários em comprar as equipes como na Inglaterra, o Fair Play financeiro, além do fortalecimento da Bundesliga, que hoje tem a maior média de publico entre os campeonatos nacionais. Além disso, os clubes passaram a investir em jogadores locais.
Esse planejamento em médio prazo, colocou a equipe alemã na final da Copa em 2002, e da Euro em 2008, além das semifinais do mundial em casa em 2006 e 2010 na Africa e da Euro em 2006. E agora os frutos vieram e chegam a sua oitava final de Copas. Espero que essa revolução siga de exemplo para o futebol brasileiro ou seremos como o Uruguai que vive de glórias, mas não mete medo em ninguém.

O Caminho

Felipão e sua comissão técnica caíram, e apesar de sermos favoráveis á continuidade do trabalho, pela forma com que vinha sendo conduzido, de forma frouxa, dando mais atenção á um veículo de comunicação do que ao trabalho nos treinos, trabalhando pouco e errado, além da questão dos erros que não se admitem e da falta de jogadas. 

Nesse momento de queda do comando técnico, muitos enxergam (corretamente) que é importante trazer um trenador estrangeiro, para agregar novas filosofias de futebol ao Brasil. Nossos treinadores estão atrasados, a única opção realmente moderna que se vislumbra seria Tite, mas há um conflito político na CBF que dificulta sua vinda, a expectativa é de que Alexandre Gallo siga interinamente no comando até o fim do ano, esse seria tempo suficiente para raciocinar, entender que precisamos melhorar nossa base de jogadores e atletas, precisamos fortalecer nossa Liga, precisamos melhorar muitos aspectos, senão o Penta, do qual tantos nos vangloriamos será o último degrau que teremos subido.

O que deveria mesmo mudar no futebol Brasileiro não irá, que é essa dinastia nociva, nem após tomar 7 da Alemanha, a corja que ai está no comando pede para sair, e o "telefone vermelho" que tem Ricardo Teixeira do outro lado da linha, seguirá tocando na sede da CBF.


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Texto e Edição: Joseclei Nunes (Facebook) (Twitter)

Edição Final: Adriano Garcia

 

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