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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Real Madrid é Tetracampeão


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Foi impossível comparar o Real Madrid campeão da Champions com o San Lorenzo campeão da Libertadores. Assim como nas últimas edições (exceto com Corinthians em 2012) o europeu era o grande favorito ao título mundial. Porém seria duro vencer o San Lorenzo, mas apesar da catimba argentina o time madridenho conseguiu a vitória sobre o time de Boedo e conquistou o tetracampeonato do mundial de clubes da FIFA.


A partida começou com o San Lorenzo disposto a marcar o Real Madrid e jogar por uma bola. A tática deu certo por boa parte da etapa inicial, mas o time Merengue mostrou que não é bom apenas com a bola rolando e mostrou sua força na jogada aérea.

Com a bola rolando, o Real manteve maior posse de bola, mas não conseguiu criar jogadas perigosas por meio de infiltrações, devido ao forte esquema defensivo do San Lorenzo, que, por sua vez, também não ofereceu riscos a Casillas, porém não conseguia sair da forte marcação da equipe madridenha em seu campo de defesa. As alternativas espanholas, então, passaram a ser chutes a distância e bolas paradas. Com 27 minutos, Ronaldo avançou pelo meio, pedalou e soltou para Benzema.  Ele chutou forte rasteiro e Torrico, em dois tempos, defendeu. Já aos 35, Kalinski errou o passe e entregou a bola para Benzema. Ele disparou pelo meio e rolou para Bale, na esquerda. Ele bateu para o gol e Torrico agarrou. Aos 37, o paredão argentino foi furado. Kroos bateu escanteio pela esquerda e cruzou. Ramos subiu livre na pequena área e cabeceou para o fundo do gol.
No segundo tempo, o Real Madrid voltou com o mesmo ritmo, buscando o segundo gol e aos 5 minutos, Isco acionou Bale dentro da área pelo lado direito. Ele recebeu, ajeitou para a canhota e chutou fraco. Torrico aceitou e a bola entrou devagar no gol.

O San Lorenzo não se abateu e tentou até o fim do jogo reduzir o placar. Já o Real se fechou em seu setor defensivo e aguardou por oportunidades de contra-ataque. Aos 17 minutos, Benzema recebeu na entrada da grande área, girou e chutou. A bola passou com perigo. O time argentino respondeu dois minutos depois, quando Mas fez jogada individual pela esquerda e bateu forte. Casillas caiu e pegou firme. Aos 27, Bale recebeu de Isco pela direita e cruzou. Benzema chutou e mandou para fora. Na reta final do jogo, o San Lorenzo voltou a arrisca de longe, mas parou em Casillas. Primeiro, Kalinski recebeu a entrada da área e mandou uma bomba. O goleiro espanhol caiu e espalmou. Depois, foi a vez de Merciar arrisca de longe, mas o arqueiro Merengue defendeu outra. Já aos 42, Casillas fez outra boa defesa, após o chute de Mercier. Desesperado para também deixar o seu, Ronaldo também não deixou de tentar. Aos 44, Coentrão escapou pela esquerda, foi até a linha de fundo e cruzou. CR7 subiu, mas cabeceou no meio do gol e Torrico pegou firme. Com o apito do juiz, o Real Madrid conquistou o tetra mundial, o primeiro nesse formato.

A temporada de 2014 foi perfeita para o Real Madrid, mas a equipe ainda busca outra marca que pertence ao Coritiba. Com 22 vitórias consecutivas, a equipe madridenha enfrenta Valencia e Atletico de Madrid fora para chegar as mesmas 24 vitórias da equipe paranaense.

Já o San Lorenzo, foi um ano histórico para equipe de Boedo. A equipe que quase desceu em 2012, em dois anos conquistava a libertadores e chegava numa final de mundial. Que em 2015, seja um ano melhor para o time do Papa. Com novo material esportivo e de volta para o bairro de origem, o Ciclon precisa de bons jogadores para o bi da libertadores.

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Texto e Edição: Joseclei Nunes

Foto:  Real Madrid (Site Oficial)

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Clube Argentino com Libertadores da América


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São 106 anos de fundação três semifinais perdidas, mais de 60 anos de espera e ainda agüentar gozações de ser o único clube grande da Argentina sem a libertadores. Esse tabu foi quebrado na noite de 13 de agosto de 2014, uma quarta-feira inesquecível.

O caminho não foi fácil. Essa taça foi iniciada há dois anos, quando o clube de Boedo brigava para cair e depois da eleição de Matías Lammens, o time voltou a se encontrar. Campeão Argentino no torneio inicial do ano seguinte, fez do Ciclón garantir a vaga para o torneio sul-americano e poder buscar a tão sonhada taça. 

O planejamento foi médio, mas talvez o suficiente. Com a perda do técnico Pizzi para o Valencia, o Ciclón trouxe Bauza, campeão pela LDU e Nicolas Blandi, que veio do Boca Juniors. Esse seria o plantel para a Libertadores. 

Caindo em um grupo teoricamente fácil, o Ciclón sofreu, mas se classificou para as oitavas no saldo de gols. Se classificando como o sétimo melhor segundo, teve o Grêmio pela frente, mas eliminou a equipe gaúcha fora nos pênaltis. Depois veio o Cruzeiro e com um gol no inicio do primeiro tempo no segundo jogo e com as boas defesas do goleiro Torrico, a equipe de Boedo estava em mais uma semifinal da história. Após o recesso da copa, o Ciclón veio desfalcado, no o primeiro jogo com uma vitória de 5x0 sobre o Bolívar, garantiu a primeira classificação para final.

Agora veio o Nacional, na primeira partida, no Paraguai, a equipe jogou bem, mas deixou eles empatarem segundos antes de terminar. Agora dependeria de uma vitória simples, para enfim, conquistar a taça tão sonhada.

O Jogo

A partida começou com o Nacional buscando o gol, o San Lorenzo, jogando em casa estava nervoso e não conseguia controlar a parte emocional. O Nacional começou assustar já nos dois minutos com Orue que colocou a bola na rede no lado de fora. O Ciclón não conseguia furar a defesa do time paraguaio, enquanto o Nacional tentava nos chutes de fora da área para chegar ao gol.

Com dificuldades, o San Lorenzo tentava buscar o gol, mas ele só veio após o toque de mão do Coronel, que foi dado o pênalti, marcado pelo volante Ortigoza.

O segundo tempo, o Ciclón melhorou e o Nacional atrás do placar, deixou de lado a parte tática e foi para o emocional para conseguir o empate, deixando muitos espaços na parte defensiva. O San Lorenzo teve bons momentos para chegar ao segundo gol e sacramentar a partida, mas errava nos passes finais e no chutes de fora da área, o Nacional teve a melhor chance com Bareiro, aos 32 minutos, mas foi travado pela defesa do Ciclón. 

Nos dez minutos finais, o San Lorenzo passou a tocar a bola, apesar de ter algumas chances, mas nada além disso e nem mesmo com os quatro minutos de acréscimos, tirava a alegria da torcida que estava presente no Nuevo Gasômetro e após o apito final, o San Lorenzo conquistava seu primeiro título da Libertadores e o apelido de “Clube Argentino sem Libertadores da América” terminava às 23:20 no dia 13 de agosto de 2014, onde todos os Cuervos poderiam enfim gritar é campeão.

Apesar do titulo da libertadores, o time terá muito trabalho esse semestre, já que esta classificado para o mundial de clubes. Com a perda de Angel Correa para Atletico de Madrid e em recuperação de uma retirada de tumor, do Piatti, principal jogador do clube na Libertadores para o Montreal, pode também perder Buffarini e o técnico Bauza, especulado para treinar a seleção do Equador, mas agora não é momento de pensar e sim comemorar a taça tão sonhada, já que tudo esta a favor do Ciclón, que em breve voltará ao seu antigo estádio, um lugar onde nunca deveria ter saído. Parabéns Cuervos.

FICHA TÉCNICA

SAN LORENZO 1X0 NACIONAL-PAR

Local: Estádio Nuevo Gasómetro, em Buenos Aires (ARG)
Data-hora: 13/08/2014, às 21h15 (de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (BRA)
Auxiliares: Emerson de Carvalho (BRA) e Marcelo Van Gasse (BRA)
Gols: Ortigoza (35'/1ºT)
Cartões amarelos: Mercier (SLO), Coronel (NAC), Benítez (NAC), Mendoza (NAC)

SAN LORENZO: Torrico, Buffarini, Cetto, Gentiletti e Más; Mercier, Ortigoza, Villalba (Kalinski, 36'/2ºT) e Romagnoli (Kannemann, 42'/2ºT); Matos e Cauteruccio (Veron, 20'/2ºT). Técnico: Edgardo Bauza

NACIONAL-PAR: Don, Coronel, Piris, Cáceres e Mendoza; Melgarejo (Luzardi, 42'/2ºT), Torales, Riveros e Orué (Montenegro, 11'/2ºT); Benítez (Santa Cruz, 40'/2ºT) e Bareiro. Técnico: Gustavo Morinigo 


Texto e Edição: Joseclei Nunes

Foto: EFE
 

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