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domingo, 11 de setembro de 2016

Debate Rede TV a Prefeitura do Rio de Janeiro


Na noite de sexta-feira (9), foi realizada pela Rede TV em parceria com UOL, Veja e Facebook, o segundo debate desta corrida para Prefeitura do Rio de Janeiro. O debate foi mediado pelas apresentadoras Mariana Godoy e Amanda Klein e contou também com a participação de jornalistas dos três veículos de comunicação que participaram do evento realizando pergunta aos candidatos, além da pergunta da população.

Desta vez o programa foi mais tenso que no primeiro debate realizado pela TV Bandeirantes (Clique aqui), muito pela conduta da Jandira Feghalli, que adota uma campanha nacionalizada em relação ao impedimento da ex-presidente Dilma Rousseaf e trocas de farpas entre os candidatos Marcelo Freixo e Flávio Bolsonaro, além do Crivella e Indio da Costa, como no primeiro debate realizado pela Band.

Apesar de um debate mais ideológico do que propostas em prol da cidade algumas coisas foram citadas pelos candidatos, quanto eles não estavam trocando carinhos. Abaixo segue algumas análises:

Educação: Apesar de ser um dos principais temas da cidade e um dos principais problemas, poucos foram a propostas apresentadas pelos candidatos, mas todos focaram na educação integral. Pedro Paulo usou as escolas criadas pela gestão Paes, como os EDIs e prometeu criar mais escolas, ampliando para regiões da Zona Oeste e Zona Norte. Outra questão citada foi a Escola Sem Partido do Flávio Bolsonaro, alegando que há uma doutrina ideológica nas escolas e que se o aluno for contra a posição do professor, leva uma nota zero. Nessa questão, Alessandro Molon falou em interligar o ensino com as vilas olímpicas e as Naves do conhecimento, colocando mais atividades aos alunos e evitando que fiquem nas ruas, como a preocupação de segurança perguntada por uma telespectadora.

Mobilidade Urbana: Como morador da Zona Oeste, creio que a região foi uma das mais prejudicadas e a menos citada no debate. Para Pedro Paulo ouve uma grande transformação nos transportes públicos com a criação dos BRTs e do VLT e com isso sofreu ataques com a ampliação do VLT até a Gávea. A mobilidade foi um tema que deixaram a desejar e não aprofundaram nos debates, pois muitos resolveram atacar a ligação da gestão PMDB com os cartéis dos ônibus e a única coisa citada foi a relação das vans que não foram legalizadas e que seria importante para o tema na questão do uso dos modais. Outra polêmica que tem envolvido muitas cidades do mundo e no Rio não seria diferente, foi a questão do UBER, onde Pedro Paulo se posicionou contra e a favor dos taxistas, enquanto o outros candidatos se posicionaram a favor.

Segurança: É um tema restrito e pouco a prefeitura pode fazer já que o assunto pertence ao Estado e Governo Federal, porém querer armar a Guarda Municipal como o Flávio Bolsonaro, que na sua visão serviria para proteger a população de pequenos delitos. Em outra visão vem o Pedro Paulo falando em equipar e treinar, além de colocar a guarda presente em alguns bairros contra pequenos furtos, enquanto Molon defende que as ruas deveriam estar iluminadas, pois estariam cheias e teria uma diminuição de crimes.

Agora vamos falar dos candidatos que estavam presentes no debate:

Marcelo Crivella (PRB): Começou criticando a falta de saneamento do governo anterior, prometendo resolver o problema, além da coletagem do Lixo e Gari comunitário, além da uma dobradinha com Freixo citando a denúncia, revelada por VEJA, de que o programa de governo do candidato do PMDB é copiado de um estudo pago pela prefeitura por 7 milhões de reais. Também falou sobre o sistema funerário e o alto custo de pagar o velório, além de criar uma parceria com a Santa Casa, também criticando a demora de enterrar os mortos e a falta de vagas nos cemitérios escolhidos.

Marcelo Freixo (PSOL): Começou falando sobre a falta de inspetores e porteiros nas escolas públicas, além de criticar a questão de armar a guarda municipal, mas não respondeu sobre os moradores de ruas.
Jandira Feghalli (PC do B): Falou pouco e decidiu atacar os adversários que foram a favor de impedimento, além de defender o fim das OSs, a criação de um terceiro turno nas clinicas da família.
Flávio Bolsonaro (PSC): Pouco fez e foi mais ideológico do que apresentou propostas, decidiu atacar o índio da Costa por causa das doações, defendeu em arma a guarda municipal, criticando as propostas dos adversários em questão da iluminação. Falou também da doutrinação partidária e defesa do Escola sem Partido, além da política de drogas com a ajuda das igrejas, onde do meio do debate resolveu se denominar batista.
Pedro Paulo (PMDB): Sofreu ataque de todos os lados e continuou com as mesmas propostas do debate anterior: Falou em criação de novas escolas, afirmou ser contra o Uber defendendo os taxistas e prometendo melhor seus serviços e falou em equipar e treinar a guarda municipal, além de colocar a guarda presente em alguns bairros contra pequenos furtos.

Índio da Costa (PSD): Começou falando que trocaria dez olimpíadas por melhoria da vida do carioca, respondeu o Flavio Bolsonaro sobre as doações e criticando o marketing de extrema direita feita pelo adversário e falou que além da educação em tempo integral, citou a importância das naves de conhecimento e das vilas olímpicas para tirar as crianças da rua.

Alessandro Molon (Rede): Começou o debate falando sobre o Pedro Paulo e outro planeta que ele vive, menos na cidade do Rio de Janeiro. criticou aqueles que não respeita as pessoas com deficiência, falando sobre as calçadas da cidade interligar a guarda municipal com a polícia, além de defender a iluminação pública e a política de esportes para as comunidades como forma de combater o tráfico.

Carlos Osório (PSDB): Falou sobre a licitação das vans que não atende a população, em terminar a indústria de multas investindo em tecnologias nos sinais.

Ainda acho complicado de ter uma opinião sobre o debate, mas o que vimos é que a política federal influenciará e muito até o dia das eleições e por mais que alguns ainda não querem colocar em seus planos, fica sendo obrigado a debater. Outro ponto é a segurança, que é de importância estadual ser o principal tema dos candidatos. A educação não sai da velha promessa da Escola Integral e a mobilidade e saúde está nas mãos de Cartéis e OSs, mas com poucas promessas para aprimorar essas áreas.

Joseclei Nunes (@JosecleiNunes) é fundador e editor do blog Futebol Retrô. Escritor, graduando em História. Ama futebol, política, escolas de samba e um bom papo de botequim.


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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Pobre Democracia Brasileira


Desde 1889 quando o Brasil proclamou a república e se tornou um país democrático, muitos presidentes não conseguiram completar os seus mandatos e apenas três foram eleitos e terminaram seu mandato: Juscelino, Fernando Henrique Cardoso e Lula, entretanto, o país que segue o sistema presidencialista, onde deveriam terminar o seu mandato não consegue por causa de interesses de determinados grupos e o enfraquecimento da sua base aliada, obrigando a renunciar ou ser impedido, como o ocorrido na ultima terça-feira com o impedimento da presidente Dilma Rousseaf (Clique Aqui), entrando para mais uma história triste da nossa democracia brasileira, que desde o marechal Deodoro da Fonseca, derrubado pelas Forças Armadas depois de fechar o Congresso, até Fernando Collor de Mello, que renunciou em 1992 após ver seu impeachment aprovado pela Câmara, antes do ocorrido com a Dilma.

Abaixo os presidentes que foram impedidos ou renunciaram:

Marechal Deodoro da Fonseca (1891) 

O marechal liderou o levante das Forças Armadas que derrubou Dom Pedro 2º em 1889, se tornando o primeiro presidente da República, porem seu governo durou apenas dois anos governou provisoriamente até fevereiro de 1891, quando foi eleito indiretamente, mas sem apoio dos parlamentares, fechou o congresso. Outro marechal, o vice-presidente Floriano Peixoto, contou com apoio da Marinha, obrigando a Deodoro, que acabou renunciando. 

Washington Luís e Júlio Prestes (1930)
Eleito em 1926, Washington Luís foi o último presidente da República Velha, conhecida pelo domínio das oligarquias paulista e mineira no poder. Washington Luís enfrentou a crise internacional de 1929, que afetou diretamente a exportação brasileira de café, e resistência dos militares, mas conseguiu eleger seu sucessor, o então governador paulista, Júlio Prestes, no pleito de 1930, que venceu a eleição em março, derrotando Getúlio Vargas, em um pleito marcado por denúncias de fraude e rachas entre as oligarquias. Com a derrota e apoio dos militares, Vargas foi até a capital exigir a saída de Washington Luís, deixando o Palácio do Catete preso, rumo ao Forte de Copacabana. 

Getúlio Vargas (1945 e 1954) 

Líder da revolução de 1930, Vargas foi presidente do Brasil até 1934 de forma provisória. Depois foi eleito de forma indireta ficando até 1938, porém no anterior ele estabeleceu o Estado Novo, ficando até 1945, mas sem apoio e enfrentando uma forte oposição, reestabeleceu a democracia, permitindo a volta dos partidos e convocando novas eleições, porém, foi deposto sem ter os direitos cassados, sendo eleito como senador até 1951, quando foi eleito novamente presidente, mas com oposição de militares, empresários e de políticos, como Carlos Lacerda, da UDN e em meio a denúncias de corrupção envolvendo seu governo, Vargas enfrentou e superou um processo de impeachment em junho de 1954. Em 5 de agosto, no entanto, a situação se agravou após o Atentado da Rua Tonelero contra o Lacerda, que vitimou o major da FAB Rubens Vaz. O ato foi supostamente orquestrado pela segurança de Getúlio. Mesmo acuado por políticos e militares, ele se recusou a renunciar e sem alternativas deu um tiro no peito no Palácio do Catete em 24 de agosto. Sua morte provocou comoção popular e reverteu a onda de rejeição a Vargas por causa das polêmicas em seu segundo mandato, levando o presidente ao status de herói nacional. 

Carlos Luz (1955) 

Com a morte de Vargas, o vice-presidente Café Filho assumiu o cargo, mas a tensão política persistiu e nas eleições de 1955, venceu a chapa formada por Juscelino Kubitschek (PSD) e João Goulart (PTB), por uma pequena vantagem sobre Juarez Távora (UDN). Com a derrota, a UDN e a oposição tentou articular um golpe para evitar que Juscelino assumisse o poder e em novembro de 1955, 50 dias antes da posse de JK, Café Filho se afastou por motivos de saúde. O presidente da Câmara dos Deputados, Carlos Luz, herdou o cargo interinamente, mas foi deposto três dias depois pelo general Henrique Lott, com apoio do Congresso, pela acusação de conspirar contra JK. "Carlos Luz disse que o Juscelino não podia ser considerado legítimo conseguindo só 35% dos votos", tentou reagir, mas desistiu. Com o país em estado de sítio, Nereu Ramos, vice-presidente do Senado, assumiu o cargo até a posse de JK. 

Jânio Quadros (1961) 

De ascensão meteórica, Jânio venceu as eleições de 1960 com apoio da UDN e votação recorde, mas desde o início sofreu forte oposição no Congresso, mesmo com promessa de caçar os corruptos, caiu no mesmo ritmo da alta dos preços no país e ainda reatou as relações com a União Soviética e homenageou Che Guevara, desagradando militares, os Estados Unidos e a UDN, preocupados com a relação de Jânio com países e líderes socialistas, ficando sem apoio do Congresso, renunciando em 25 de agosto de 1961 e o vice-presidente João Goulart assumiria a presidência.

João Goulart (1964) 

João Goulart, ex-ministro de Vargas ligado ao sindicalismo, sofria uma oposição ainda maior, tanto civil quanto militar que Jânio Quadros. Goulart estava na China no dia da renúncia de Jânio e só voltou quando o Congresso aprovou uma emenda institucional que instaurou o parlamentarismo. Em janeiro de 1963, Jango convocou um plebiscito que decidiu pelo retorno do presidencialismo, retomando seus poderes de presidente. Mesmo assim, Goulart continuou sem apoio parlamentar e tentou mobilizar as classes populares para conseguir governar. Em março de 1964, com o país polarizado, Jango discursou na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, falando sobre a intenção de promover a reforma agrária, provocando a ira dos militares, empresariado, Igreja Católica, imprensa e setores conservadores que se uniram, sob o temor das reformas de base e de um regime socialista, e Goulart foi deposto pelo Exército entre 31 de março e 2 de abril, quando partiu para o Uruguai.

Fernando Collor (1992) 

Primeiro presidente no poder ficou menos de três anos no poder. O país enfrentava um momento de grave crise econômica, com hiperinflação, e as primeiras medidas de Collor para conter a recessão foram congelar preços e salários e confiscar os depósitos bancários, perdendo o apoio popular e do Congresso e com as denúncias de um esquema de corrupção comandado por Paulo César Farias, seu tesoureiro na campanha presidencial, abalaram o governo, que sofreu um processo de impedimento. Em meio a grandes manifestações pela saída de Collor, foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 29 de setembro de 1992, sendo afastado da presidência, dando lugar ao vice Itamar Franco. Collor renunciou em 29 de dezembro, um dia antes de o Senado votar a favor do impedimento e da perda de mandato.

Depois do impedimento do Fernando Collor, Fernando Henrique e Lula sofreram diversas pressões e sobreviveram a vários entradas processos de impedimentos, mas com a base aliada fortalecida, não foram para frente, coisa que não ocorreu com a Dilma, que no decorrer da história da nossa democracia, se viu enfraquecida, sem apoio popular e do congresso, se tornou mais um da lista dos presidentes que perderam o seu mandato e apesar do que vimos nesse artigo, foram vitimas de um jogo político que em vez de solucionar as crises que o Brasil viveu, aceitando o mandato até o fim, conforme pede o presidencialismo, preferem pressionar até que seja impedido ou renunciado e parece que será assim em nossa democracia, que infelizmente é triste e ninguém deve querer mudar.

Joseclei Nunes (@JosecleiNunes) é fundador e editor do blog Futebol Retrô. Escritor, graduando em História. Ama futebol, política, escolas de samba e um bom papo de botequim.

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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

1º Debate BAND para Prefeitura do Rio de Janeiro


Dia 23 começou a campanha eleitoral para os municípios e ontem, como de tradição, foi realizado o primeiro debate entre os candidatos a prefeitura da cidade do Rio de Janeiro na TV Bandeirantes.

Apesar de ser um debate municipal, os assuntos relacionados ao processo de impedimento da presidente Dilma Roussef e ideológicos se tornaram o ponto negativo, pois foram feitas de ataques e ofensas entre os candidatos, tirando isso alguns e poucos pontos foram comentados pelos candidatos, sem comentar o ocorrido com Flávio Bolsonaro após passar mal no meio do debate e sobre o que ocorreu após com a Jandira Feghali ao tentar socorrer o candidato.

Mobilidade: É um dos grandes problemas da cidade do Rio de Janeiro e nos últimos anos pouco se mudou e muito se criou. A criação do VLT e do BRT pode até sido algo positivo, mas infelizmente não passa pela cidade toda e algumas regiões como nos bairros de Bangu, Realengo e Marechal Hermes não foram beneficiados e, além disso, algumas linhas de ônibus foram cortadas e reduzidas obrigando os usuários de utilizarem o BRT e maiorias das oportunidades pegam até três ônibus para chegaram no lugar desejado.

Algumas pautas foram comentadas, principalmente a polêmica envolvendo entre o táxi e o uber, além do transporte alternativo como as vans, que chegariam às comunidades mais distantes em integração ao BRT e a linhas ferroviárias como trem e metrô. Outra pauta citada foi a ampliação da Transbrasil, que ainda está em obra e a criação da transuburbana, ou seja, seguem na política de criação, mas não de melhoramento, assim como os problemas nas linhas de ônibus, que em alguns lugares estão em situações precárias, enquanto outras regiões tem uma estrutura superior como ônibus com Ar Condicionado. A mobilidade é muito importante para a cidade e não pode ser tratada como fonte de ganhar votos e dinheiro, como tem acontecido nos últimos anos.

Educação: A educação foi um dos temas menos debatidos, porém foram citados alguns temas como a contração de professores na educação especial onde pouquíssimos foram chamados do ultimo concurso e o horário de período integral, tão comentado pelo os candidatos. Outro fato citado, contratação de 15 mil professores,além da integração ao esporte e ao meio ambiente, fora isso, poucas pautas em relação a educação foram citadas.

Habitação: Muitos citaram o Porto Maravilha, alguns foram direto citandos que foi uma região criada para a especulação imobiliária. Outros citaram a importância de gerar moradias e empregos na região da Leopoldina, Avenida Brasil e na Zona Oeste para que a escolha seja das pessoas e não do mercado, além da melhoria nas comunidades mais carentes.

Segurança: Segurança foi a pauta mais comentada entre os candidatos e nas redes sociais, se tornando o tema principal no debate. Os candidatos falaram de como podem melhorar essa como armar a guarda municipal e o uso de pequenos delitos, não só como reepreção ao comércio informal que são os camelôs. Outros citaram em investir em educação para investir também na segurança e outros em criar uma parceria com outras forças de seguranças, além de melhorar a iluminação da cidade deixando as ruas mais seguras e cheias.

Colocadas essas observações sobre o pouco que se debateu de prático, vamos a análise de cada candidato.

Marcelo Crivella (PRB): Apesar de alguns ataques, Crivella focou em investir nas áreas mais pobres, convocar os professores na educação especial no ultimo concurso, integrar todas as forças de segurança, além de propor que a Guarda Municipal seja mais ativa em relação a pequenos delitos e não somente retirando mercadorias dos camelos, porém negou o uso de armas, como outros candidatos. Ele também rebateu os ataques e relembrou as eleições que foi derrotado pelo pezão, além de relembrar o escândalo da merenda na cidade.

Flávio Bolsonaro (PSC): Filho do presidenciável Jair Bolsonaro, o cândida participou somente da metade do debate até passar mal e ser retirado do debate, mas fez pouco no debate, falando apenas em armar a guarda municipal. A única parte positiva do candidato foi a legalização do UBER e sobre o transporte alternativo que facilitaria o acesso nas estações ferroviárias como trem e metrô.

Jandira Feghali (PC do B): Parece que a intenção da candidata do PC do B é nacionalizar a campanha. Parece que ela falou golpe mais vezes que o Los Hermanos na música Pierrot. Não mediu ataques contra os adversários que votaram a favor do impedimento da Dilma, além de rebater as vaias da plateia. Os pontos positivos foram apenas na questão de revitalizar a zona da Leopoldina e o passe livre social que deverá ser o principal tema da sua campanha, além de lutar contra os empresários do ônibus.

Calos Osório (PSDB): Pouca representatividade nos debates e muito ataque. Não soube responder as falhas dos transportes, onde foi secretário na gestão do Eduardo Paes e resolveu atacar seu antigo chefe como se não fizesse parte dele.

Índio da Costa (PSD): Falou nada de útil, apenas atacou, lembrando que o Crivella é sobrinho do Macedo e da sua gestão como ministro da pesca. Enfatizou falando em segurança como a criação de mais uma secretaria, foi mais um em querer legalizar o UBER e também atacou os empresários de ônibus.

Alessandro Molon (Rede): Sem dúvidas foi o melhor do debate. Não sofreu ataques, não utilizou a imagem da Marina, que talvez trará mais votos e conseguiu em meio de ataques apresentar propostas. Suas pautas é criar uma economia criativa focada na cultura, uma gestão com transparência junto a população. Falou em investir na educação como forma de investir também em segurança, além da melhoria das ruas com ruas iluminadas além de defender moradia próxima ao trabalho, prometendo emprego na Zona Oeste e revitalizar as Zonas Urbanas.

Pedro Paulo (PMDB): Foi atacado em todos os lados e manteve a postura de todo candidato do partido. Falou do legado das olimpíadas, do BRT e do VLT, mas não falou algo de inédito ou alguma de melhorar a cidade. Falou em contratar novos professores, além de novas escolas do amanhã e colocar e, período integral, comentou sobre a ampliação da Transoeste, que nem pronta está, para Santa Cruz e da Transuburbana de Sulacap ao Centro. Não falou sobre as áreas abandonadas na gestão Paes e apenas falou o mundo de fantasia do Rio de Janeiro que só ele vive.

Marcelo Freixo (PSOL): Fora do debate devido a regra da minireforma, Freixo fez um debate na Cinelândia e a hastag #FreixoNoDebate foi uma das mais comentadas no twitter. Focando no que ocorria no debate da TV. Em suas pautas, criticou a dupla função dos motoristas de ônibus e a queda de empregos na área, falou em capacitar os taxistas e criticou a exploração brutal que sofrem, mas também defendeu a legalização do Uber, além de apresentar propostas para educação, saúde e saneamento básico, mas foi menos enfático em falar de mobilidade.

Sobre a legislação que não teve a participação do Marcelo Freixo, o STF emitiu um novo decreto que os canais podem chamar os candidatos com representatividade nos debates, sem aprovação de outros candidatos, assim, Marcelo Freixo deverá está nos debates dos próximos canais.

Não sei se a partir desse debate poderá ter algumas mudanças ou estratégias, mas creio que a política nacional e o resultado do impedimento de Dilma Roussef pode atrapalhar alguns candidatos, além da rejeição de outros candidatos por questões ideológicos e outras questões. Não sei se esses debates influenciará por exemplo as próximas pesquisas e ver se algum nome terá algum  crescimento, mas ainda é cedo de planejar quem chegará ao segundo, já que será bem nivelado e dependendo do que acontecer nos debates, tudo pode acontecer.

Joseclei Nunes (@JosecleiNunes) é fundador e editor do blog Futebol Retrô. Escritor, graduando em História. Ama futebol, política, escolas de samba e um bom papo de botequim.

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sábado, 25 de junho de 2016

Rio, A crônica de uma “tragédia” anunciada






Sexta-feira, dia 17 de junho, restam então 49 dias para o inicio das olimpíadas, o governador interino comunica no Diário Oficial que o estado do Rio de Janeiro entraria em estado de calamidade, com problemas na segurança, saúde, educação e mobilidade. Ou seja, em tudo. Agora o que aconteceu com o estado para chegar nessa situação? A diminuição da renda por causa dos royalties, a aliança com então Governo Federal ou a continuação dos mesmos nomes da política por quase vinte anos? Para ser sincero, todos temos "culpas" inclusive a população que pagará a conta no final.

Para analisar a situação do estado, precisamos entender o que aconteceu nos últimos anos, passando pelas gestões de Leonel Brizola e Marcello Alencar, onde houve mudanças mínimas na educação e na saúde. Quando Garotinho assumiu, não deu continuidade a essas melhorias, com políticas populistas e o interesse de ser candidato a presidente em 2002, fez poucas mudanças nessas áreas, mas elegeu sua esposa Rosinha Garotinho. Em sua gestão começaram as greves na educação, o sucateamento nas escolas e nos hospitais, houve o aumento do tráfico nas regiões da Zona Oeste e Zona Norte. Sem o que fazer, nomeou  Anthony Garotinho como Secretário de Segurança, sem êxito. Na gestão Garotinho-Rosinha poucas mudanças ocorreram, até mesmo quase nenhuma e envolvido por corrupção, o casal saiu de cena, dando lugar para aquele que até então era um dos deputados mais votados, segundo colocado nas eleições para prefeito e 1996 e com grande trabalho no Congresso, Sergio Cabral, aquele que para muitos salvaria o Rio que estava abandonado por oito anos, mas pelo visto, a incompetência continuava.

Cabral venceria as eleições com apoio de Lula, reeleito presidente em 2006. Após tomar posse, vieram as promessas nas áreas da saúde, educação e segurança. Em seu primeiro mandato e com a eleição de Eduardo Paes para prefeito em 2008, o estado e a cidade tiveram uma pequena melhora, mas os setores continuavam precários. Agora com a aliança dos governos, o Rio passou a ter um forte investimento, mas foi direto para interesses eleitoreiros. Nesse período surgiram UPAs e UPPs. As Upas seriam para diminuir as filas nos hospitais, principalmente na parte da emergência. Porém com a criação em diversas partes da cidade, pouco ou quase nada foi investido nos hospitais que continuaram abandonados e com o tempo as UPAs também começaram apresentar problemas, devido a falta de médicos e a falta de atendimento em alguns postos. Na parte da segurança vieram as UPPs. Com comunidades ocupadas pelas facções e algumas pelas milícias, que começaram aparecer nesse período, o governo estadual e a secretaria de segurança então criaram a Unidade da Polícia Pacificadora, retomando essas comunidades para os moradores, mas esse projeto se tornou falho, onde o BOPE invadia essas comunidades, não prendiam os bandidos e com isso esses bandidos fugiam e iam para outras comunidades, principalmente nas regiões de Niterói e São Gonçalo, aumentando a criminalidade naquelas regiões e claro, nas regiões da Zona Norte, Zona Oeste e Subúrbio. Na parte da mobilidade e educação, pouco foi feito. Em 2009, os funcionários da SuperVia entrariam em greve devido a péssima qualidade de trabalho, vimos também seguranças agredindo passageiros, além dos famosos atrasos que persistiam naquele período, assim como a lotação dos trens. A empresa não foi multada e ainda teve a sua concessão entendida por mais 20 anos. Na área da educação, nada mudou, mas ficaram mais precárias e pouco foi investido. Apesar desses problemas, Cabral seria reeleito governador no primeiro turno, ficando mais quatro anos no governo.

Com a reeleição de Cabral, o que seria prometido, começou a se tornar problema. Com as UPPs quase em toda região da Zona Sul, a violência em outras cidades e outras regiões se tornou uma constante. Comunidades passaram a conviver com um tiroteio diário. As escolas abandonadas, assim como as universidades começaram a enfrentar greves atrás de greves, assim como na área da saúde e em 2013, com as manifestações de Junho, Cabral e Paes começaram a ser pressionados. O governador então no seu segundo mandato começou a perder força, ainda mais depois que seria descoberto suas idas á Paris e viagens de helicóptero com uso de dinheiro público. Sérgio Cabral não resistiu e deixou o cargo nas mãos de seu vice Pezão, que assumiria os meses finais do governo e também seria seu substituto para o cargo onde foi eleito no segundo turno.

Nas eleições, Pezão não citou em nenhum momento o seu padrinho Cabral, ao ser eleito, agradeceu e nomeou o filho dele como um dos seus secretários. No seu primeiro ano de gestão, a crise do Rio já estava começando a explodir. Com a crise política e econômica do país e já com a verba bem menor dos royalties, o governo do estado começaria a descumprir obrigações. Sem dinheiro para investimentos, deixaria de manter os contratos, principalmente na área da saúde em relação às OSs, iniciados na Gestão Cabral, com isso, terceirizados passaram não receber salários e muitos seriam demitidos. Na educação, PMs que faziam segurança nas escolas, deixaram de fazer esses serviços, além de terceirizados como porteiros e serventes, que também ficaram sem receber. Na segurança, pouco mudou e se mudou, foi para pior, diariamente policiais e inocentes são assassinados, o número de assaltos e homicídios só aumenta e ficamos a mercê dos criminosos, presos em nossas próprias residências. Na mobilidade, trens e metrôs apresentam problemas diários, causando ainda mais uma superlotação e nenhuma punição para as concessionárias.

Essas causas que iniciaram em 98, com a Gestão Garotinho estouraram agora com o Governo interino de Dornelles. Homicídios, greves, salários atrasados, demissões, falta de atendimento e remédios, superlotação, UPPs com problemas e uma cidade abandonada e nas mãos da criminalidade foram os grandes motivos para que o governo entrasse em estado de calamidade. Realmente, não sei qual será o futuro do Rio, mas se continuarmos insistindo nessa continuidade iniciada em 99, será bem provável que o Rio de Janeiro deixe de ser “maravilhoso”.


Joseclei Nunes (@JosecleiNunes) é fundador e editor do blog Futebol Retrô. Escritor, graduando em História. Ama futebol, política, escolas de samba e um bom papo de botequim.

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quarta-feira, 11 de maio de 2016

O ódio e Jair Bolsonaro


No dia 14 de abril, na votação do impedimento da presidente Dilma Roussef na Câmara dos deputados, um comentário durante a votação gerou repulsa a muitos brasileiros. O discurso do Deputado Federal Jair Bolsonaro lembrando o torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra. Mas apesar do discurso, a página do então torturador no inicio da década de 70 cresceu de admiradores e com isso nomes como Marighella e Lamarca voltaram a ser comentados entre aqueles que hoje se denominam anti-comunistas, que é uma das principais pautas de ataques da família Bolsonaro.

Mas não só os comunistas são atacados. Há anos, outras minorias como negros, LGBTs, Índios, Mulheres e entre outros são atacados pela sua militância, pois é bem comum ver postagens contra cotas, ações sociais como Bolsa Família e a maioridade penal. Esses discursos de ódio em sua maioria vêm na base de “memes”, palavras de baixo calão e sem argumentos, quando são refutados, eles atacam te chamando de “petralhas”, “feminazis”, “comunistas de merda” e entre outras coisas como “vai para cuba” e etc. Mas no que de fato Bolsonaro e seus seguidores podem incomodar para o futuro da política brasileira?

Jair Bolsonaro será candidato a presidente em 2018 e seu filho, Flávio Bolsonaro candidato a prefeito da cidade do Rio de Janeiro esse ano. Até a publicação, o pai está mais ou menos com 6% nas intenções de votos, ocupando a quarta posição e o filho tem 5% na quinta posição. Politicamente, eles não terão representatividade e nem apoio político para que alcancem os postos no executivo, porém a cada discurso da família, cresce o o número de simpatizantes, basta analisar o numero de votos pré e pós as redes sociais que veremos a diferença. Antes, tinham votos fixos, de determinadas classes, hoje conseguem ser os mais votados devido ao crescimento de simpatizantes, que entre eles são aqueles que acham que os comunistas vão tomar o Brasil, algo que nunca aconteceu nem na ditadura e nem no governo PT, além do incomodo da militância LGBT e feminista, que apenas lutam por seus direitos, algo que supostamente a família é contra.

Nessa base, podemos ver o que eles hoje representam para seus militantes e defensores. Claro que Bolsonaro quer holofotes e minutos de fama, mas seus discursos viram um mantra para quem defende suas falas e com isso, já é costume vermos nas redes sociais discursos de ódio, além de ataques para aqueles que tanto criticam. Muitos deles talvez estejam cansados pela crise política, a violência diária e toda corrupção que está acontecendo no Brasil, mas muitos acabam vendo nele uma solução, o que evidentemente não é, assim analisamos que muitos deles, tem pouco conhecimento político e econômico ou até nenhum nota-se isso nos discursos,  essas pessoas achando que é o remédio para a doença que supostamente se chama comunismo, achando por exemplo, que existe um plano bolivariano, junto com o Foro de São Paulo para tomar o Brasil e América do Sul. Além disso, aplaudem tudo que eles postam em suas redes sócias. Jair por exemplo nos debates é fácil de contradizer e ser refutado, assim como na entrevista no Jô Soares e na resposta da revista Nova Escola, quando ele resolveu criticar a educação e o tal “kit gay” que ele tanto fala, com isso e até pensamentos fascistas, usa-os como uma forma de se promover, aumenta com seu discurso autoritário  o ódio aos comunistas, as minorias e tudo social que tenha sido feito nos últimos anos, lembrando um pouco a política inicial de Hitler e Mussolini após a primeira guerra, é bem preocupante.

Esses discursos vêm afetando o dia a dia do brasileiro. LGBTs continuam sendo agredidos nas ruas, pessoas aos vestirem vermelho ou até ao comprarem livros de cunho comunista, são hostilizados pelo simples fato de usar algo que contradiz o pensamento deles e além disso, políticos, artistas e militantes de esquerda são agredidos verbalmente nas redes sociais e estabelecimentos como restaurantes e aeroportos e ninguém da família Bolsonaro, por exemplo, se posiciona para que essas coisas não acontecem, alias, colocam mais lenha na fogueira, como uma postagem do Jair, comentado sobre as manifestações em seu apartamento, mostrando mais ódio entre seus seguidores e provocando para um confronto entre as militâncias.
Esse discurso vindo da Família Bolsonaro e sua militância realmente preocupam, mas como diminuir isso? Talvez dar menos ibope aos seus comentários ou tentar cassar seu mandato, mas nenhuma das duas opções se concretizará e assim ficarão mais fortes, podendo enfim ganhar uma eleição para cargo executivo e alguma eleição futura. Então precisamos pensar até quando vai a libertinagem verbal do Bolsonaro, analisar até que ponto influenciará para a sociedade, que de fato, é carente de “heróis”, seja ela qual for. Claro que para ele, como político e até o uso de seu marketing, vai ganhando notoriedade na política, algo que ele não tinha antes das redes sócias, sem aprovar nenhum projeto em quase 20 anos no legislativo, porém suas palavras têm grande poder, podendo gerar conseqüências sérias como mortes e tragédias.

*Joseclei Nunes (@JosecleiNunes) é fundador e editor do blog Futebol Retrô. Escritor, graduando em História. Ama futebol, política, escolas de samba e um bom papo de botequim.

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Foto: Agência Brasil.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Jogo politico transvestido de democracia


Depois de 23 anos, o Brasil está passando novamente em um processo de Impedimento, desta vez é com a presidente Dilma Rousseff, devido o crime das pedaladas fiscais, assim como Collor devido a compra de um FIAT Elba. Assim com Collor, Dilma também enfrentou uma pressão devido as consequências de seu governo. Alta inflação, corrupção e pressão da elite e dos empresários e critica aos seus governos. A diferença foi que Collor tinha uma unânime pressão das ruas e pouco apoio do congresso, enquanto Dilma tem apoio dos movimentos sociais e dos partidos que sempre estiveram junto com o PT.
No congresso, Collor teve uma derrota avassaladora no congresso, enquanto Dilma teve menor diferença de votos. Faço essas comparações porque em ambos, podemos ver o interesse e o jogo político do envolvidos nesse processo. Em 1992, PT, PSDB e PMDB se juntaram contra o governo Collor e solicitaram o pedido do impedimento. Hoje em 2016, PSDB, DEM (que na época era PFL) e PPS (Dissidência do PCB) foram os grandes articuladores para o impedimento da presidente da república. Collor tinha uma grande pressão e poucos aliados, enquanto Dilma ainda tinha um grande apoio, porém com o desgaste, isso veio se perdendo, começando com o rompimento do vice-presidente, assim como Collor. Itamar então, era do mesmo partido, até romper com então presidente e sair do PRN, filiando-se ao PMDB, que na época era oposição. Já com Dilma, o vice é do PMDB, que fora aliado do governo desde a gestão do Lula, mas com a chance de assumir o governo, rompeu com o PT para também ser oposição, junto aos que já faziam parte. Tempos depois, Collor renunciou e Itamar assumiu a presidência, enquanto Dilma poderá ser afastada após o inicio do processo pelo senado e Temer do mesmo PMDB de Itamar assume a presidência.

O que podemos analisar é o jogo politico que envolve a politica brasileira. Não gosto de falar o termo golpe em relação ao Impedimento da Dilma, mas vejo como uma manobra para uma mudança de poder, pois assim como Dilma, FHC chegou a sofrer o mesmo processo em 1999, porém foi arquivado pelo então presidente da câmara, Aécio Neves, do mesmo partido do presidente. Se Dilma e Cunha fossem aliados, esse processo não iria para frente, mas como o governo resolveu ir contra o presidente da câmara, Cunha então resolveu abrir o processo. O STF solicitou também contra o vice-presidente Michel Temer, mas Cunha irá recorrer, ou seja, talvez veremos o processo só pelo TSE, que segue lento. Enquanto isso, Cunha segue cheio de processos, porém ele e seus aliados fazem de tudo para que esse processo não siga adiante.

Não importa o crime que você comete, isso também vale para governos estaduais e municipais. Por mais que tentamos lutar contra isso, não conseguiremos acabar com a corrupção, principalmente enquanto houver o jogo politico e beneficiar aliados e prejudicar seus opositores. Dilma e Collor saíram prejudicados, enquanto Lula e FHC, que tiveram uma base, não. O jogo político está acima de tudo, basta ter aliados suficientes para sair inocente ou opositores para incriminado e enquanto tiver a questão do foro político, o jogo sempre será desse jeito, querendo ou não.


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Foto: Abril.

quinta-feira, 24 de março de 2016

As manifestações e a crise politica no Brasil



Neste último domingo para a mídia, a manifestação do dia 13 de março de 2016 foi a maior da história política do Brasil, passando até a manifestações das Diretas Já, mas os interesses políticos para os dias de hoje são bem diferentes das outras que fizeram parte da nossa política.

O cenário político hoje é o mais complicado e indeciso possível. A corrupção está em toda parte do nosso país, passamos por uma crise econômica com mais de 9 milhões de desempregados, considerada a maior dos últimos anos. A crise econômica está em quase todos os setores, além da alta do dólar. Podemos considerar como os principais problemas atuais em nosso país, pois ainda tivemos um mosquito que já era um problema com uma doença, agora traz três doenças, uma educação precária, com escolas abandonadas e professores mal remunerados e claro, a segurança, com um aumento de assaltos e assassinatos em alguns estados como o Rio de Janeiro por exemplo, isso faltando alguns meses para as olimpíadas. Com todos esses motivos, poderiam ter sido essas as principais reivindicações dessas manifestações, mas não foram.

Assim como toda democracia, toda manifestação é considerada legitima, mas o que vimos é um show de horrores e o famoso bordão como “faltaram as aulas de história”. Claro que a situação política que envolve o governo,sobretudo o Partido dos Trabalhadores gera motivos para irmos nas rua, mas o PT não é o único envolvido na corrupção que mancha a história do país desde a época da colônia. O que não podemos é culpar apenas um partido e isentar outros, como o PMDB, que sempre esteve no governo em quase todo o período desde a redemocratização em 1989, o PSDB, que também tem políticos citados na Lava Jato, além do roubo da merenda em São Paulo e o caso do "Tremsalão", além disso, outros partidos como PP, que até semanas atrás era o partido do Jair Bolsonaro e DEM, também fazem parte da história da corrupção do país. Esses não foram citados entre os milhões que foram para as ruas, apenas um grupo chegaram a vaiar Aécio Neves e o Geraldo Alckmin. Além disso, vimos também alguns grupos que defendem o fim do comunismo no Brasil, algo que não existe no país, como a intervenção militar e a volta da ditadura. Vendo essas coisas, fica até difícil de acreditar que ainda há pessoas que defendem isso.

Não há defesa ao PT, tenho criticas sobre a governabilidade deles, mas a maneira como as manifestações em se pautado, geram uma preocupação em relação ao rumo que podem tomar. Em algumas leituras, resolvi fazer uma pequena comparação das manifestações do último dia 13 com as manifestações de junho de 2013. O que vimos por exemplo nas manifestações nas manifestações atuais, começa com as lideranças que organizam o movimento, onde o objetivo é apenas por fim a um partido e sua ideologia, mas sem uma objetivo para um futuro impedimento. Muitos defendem uma linha conservadora e já posaram com outros nomes também envolvido na Lava-Jato, como o Deputado Eduardo Cunha. Esses grupos também tem apoio grupos ligados a movimentos pentecostais, ou seja, muitos querem uma alternância de poder, mas não uma solução, por isso, muitos deverão vir como candidatos nas próximas eleições, assim como aqueles que também iniciaram as manifestações de 2013, mas as pautas eram bem diferentes ou comuns como no dia a dia, como passagens baratas, melhorias na educação, saúde, segurança e saneamento, assim como outras coisas.

Precisamos pensar um pouco sobre isso e analisar a situação política do país, principalmente do que vamos absorver e analisar o que é verdade ou não. Esses grupos políticos, partidos, mídia e redes sociais querem impor o que seria bom para o nosso país, assim foi o PT quando era o oposição, chegaram ao poder e destruiu o sonho de muita gente e queimando sua própria história. Junto com eles, temos os partidos como PMDB, PSDB, DEM e entre outros, além de sub partidos como PPS, PSB, PR, PC do B e entre outros. Entre esses, devem ter pelo menos um envolvidos em corrupção ou pouco fizeram em suas cidades ou estados onde governos. Além disso, precisamos ter cuidado de nomes como Silas Malafaia, Marco Feliciano, Jair Bolsonaro e entre outros, que utilizam discurso conservador, mas não apresentam propostas concretas para o país.

Lula assumirá a casa civil do governo Dilma, isso certamente fará crescer uma revolta nacional, e ampliará a possibilidade de protestos contra o atual governo, é um tiro no pé, pois apesar do argumento de que "Lula é um ótimo articulador político", a nomeação justo nesse momento indica um suposto travamento das investigações, algo que o Planalto sempre rechaçou. Isso complica portanto a situação do governo, afinal, á cada citação que for feita ao ex-Presidente, a ilação direta a Dilma será inevitável.


Essas manifestações podem ser legitimas, mas em sua maioria servem para defender interesses e em maioria, o povo que realmente padece e pede mudanças, não comparecem, e claro que é necessário também que as manifestações tenham uma ideologia não-seletiva, é preciso protestar também contra desvio de dinheiro de merenda e nos transportes, contra o calote e o desrespeito aos servidores públicos, contra os problemas que atingem as áreas de saúde educação e segurança nos estados. Precisamos mudar isso nas urnas para que o país mude, não podemos ficar elegendo os mesmos e seus parentes fazendo com que nada mude no nosso querido Brasil.


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Edição e Argumento: Joseclei Nunes
Edição Final: Adriano Garcia

Imagens: Estadão e Folha.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

O fator Marina Silva


Artigo publicado no blog Jovens Cronistas: Clique aqui

Muitos estão comentando pela suposta vitória do segundo turno sobre a Dilma segundo o Datafolha. Mas vamos, desde os falsos protestos de junho, o nome de Marina era considerado uma opção para derrubar a política tradicional que sempre fica entre PT e PSDB. 


O nome de Marina faz alguns eleitores do Aécio que talvez por não conhecer Eduardo Campos, voltarão a optar pelo nome de Marina. Segundo a BBC, Marina teria apoio de evangélicos e alguns simpatizantes do PSOL, será que essa galera abandonará Pastor Everaldo e Luciana no pleito? O partido da Marina, não conseguiu o registro do TSE, mas partidos como PROS e Solidariedade conseguiram, mas porque a REDE não conseguiu? A galera de esquerda, assim como os Neo-ateus, como simpatizante de partidos retrógrados como PT e PSDB podem reclamar, resmungar, mas o nome da Marina vai incomodar nessas eleições e se for para o segundo turno, têm sim grandes chances de vitória, independente de quem seja o adversário.


Com certeza para os presidenciáveis e seus aliados, o nome de Marina no pleito poderá ser uma preocupação. A pesquisa realizada pelo Datafolha não será apenas um motivo que possa religar a recente morte de Eduardo Campos, o próprio Campos correu atrás de Marina para se unir a sua coligação, após não ter conseguido o registro do seu partido.


Com decorrer da campanha de Campos, o ex-governador de Pernambuco talvez não estivesse ganhando tantos votos segundo as intenções de votos, pois sempre em terceiro entre e 5 a 10%, meses antes, a pesquisa com o nome de Marina, ficava com empates técnicos entre Aécio e Dilma e algumas vezes, atrapalharia a chance de reeleição da candidata do PT. 


Por isso o PT estaria remontando a estratégia de campanha e segundo o site O Tempo estariam buscando alianças com descontentes da aliança entre e REDE e PSB, para se juntarem eu seus palanques, entre eles candidatos a governador e prefeitos, outro fato que atrapalharia os petistas, seria a história de Marina no próprio partido, podendo tirar votos preciosos para a Dilma. Realmente para o PT, Marina possa gerar uma grande preocupação, pois com Campos, talvez a chance de Dilma ganhar no primeiro turno poderia ser real, mas com a Marina no pleito, cresce a chance de um segundo turno, podendo até perder as eleições para a ex-senadora.


Para o PSDB, a situação seria mais preocupante. A cúpula do partido já teme que a ida para o segundo turno contra Dilma esteja ameaçada já que com Campos, o cenário estava “perfeito” para os planos do PSDB e com a entrada da ex-senadora, passou ser certo incomodo primeiro por Marina ter conquistado 20 milhões de votos em 2010 e segundo, a perca de votos que o PSDB poderia conquistar daqueles que não queiram a reeleição da Dilma e tinha Aécio como uma esperança. Agora resta saber como irá se portar a galera do PSDB e como seria a estratégia em conseguir votos que seriam de Campos e de indecisos, para enfim poder buscar o segundo turno, mas sempre de olho do fator Marina.


É claro que ainda é cedo para especular um resultado mais profundo. É preciso deixar passar um tempo após a tragédia envolvendo Eduardo Campos. Vai depender de como irá se comportar cada um dos três candidatos. Aécio e Dilma são favoritos, mas vive com rejeições, Marina ganhou força depois de 2010 e se fortaleceu como opção após os protestos de 2013. Hoje começa o horário eleitoral, sem falar dos debates que virão no decorrer até outubro. Mas uma coisa é quase certa, o fator Marina incomodará PSDB e PT e agora fica quase incerto o resultado nas eleições, mas que ela virá mais forte e preparada do que 2010 e com certeza vai querer entrar na disputa. Então, até outubro.

Texto e Edição: Joseclei Nunes

Foto: VEJA

sexta-feira, 4 de abril de 2014

#NãoMereçoSerEstuprada


Quando o tema é mulher, me recordam quatro nomes: Hipátia, Sophie Scholl, Anita Garibaldi e Olga Benário Prestes.

Essas mulheres como muitas em nosso dia a dia nunca foram frágeis e sempre lutaram pelos seus direitos, seja qual for ele. Infelizmente em nossa história, seja religiosa, politica ou social, as mulheres, assim como os negros e homossexuais sempre foram oprimidas, mas isso tem mudado e hoje elas ganham mais forças e derrubam a cada dia a barreira do Machismo.

Quando veio a tona essa pesquisa sobre o estupro, percebi que ainda tem muito o que conquistar. E que a roupa nunca influenciará em nada, pois o pensamento do estuprador é doentia.

Então, vamos analisar tudo que esta ao nosso redor, olhemos a visão de cada um sobre esse assunto e lembre-se sempre que a culpa não é e nunca será da vitima e sim daquele que tem o perfil doentio de cometer essa atrocidade.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Uma análise do resultado das escolas de samba RJ



Texto: Joseclei Nunes (@josecleiNunes)


Após o resultado hoje, resolvi postar algumas análises hoje sobre o resultado de hoje. Concordo com algumas posições, porém acho que Portela tinha que esta na frente da Beija-Flor e Grande Rio e São Clemente não era para esta onde esta, mas enfim, segue alguns comentários segundo eu.

Unidos da Tijuca: Paulo Barros mostrou agora que é sim, um carnavalesco e a Tijuca não precisa de bicheiros e nem de artistas globais para sim, fazer um belo carnaval e foi um título mais que merecido. Salgueiro: Apesar de mais um ano com problemas nas alegorias, mostrou que tem comunidade e garra na avenida, coisas que só o salgueiro saber fazer.

Vila Isabel: Depois de muito tempo, a Vila volta a fazer um enredo com origens africanas. Foi bela e mostra que a cada ano esta entre as primeiras e Rosa Magalhães, mais uma vez, mostra que ainda saber fazer carnaval.

Beija Flor: A Beija esse ano falhou em muitos quesitos e mais uma vez falha na escolha do enredo e samba enredo, mas sua comunidade esta de parabéns pela garra que mostrou dentro da avenida.

Grande Rio: Com um enredo forçado, um samba fraco e milhares de artistas globais. A escola de Caxias precisa voltar a ser como nos anos 90, pois assim então, volta ser uma escola de samba e brigará pelo título, pois hoje, é uma agremiação que tem apenas dinheiro, status, mas não tem carnaval.

Portela: Mais uma vez a minha escola precisa investir em barracão. Não adianta ter um samba, um casal de mestre sala e porta bandeira, se não tem barracão. Quando isso acontecer, ai sim pode voltar a ser campeã.

Mangueira: Ousou esse ano fazendo uma paradona. E mesmo com toda essa ousadia, mostrou que é forte, mas esta no mesmo patamar que a Portela, pois tem comunidade que sempre abraçara, mas precisa de barracão, pois foi muito triste ver Portela e Mangueira disputar a ultima vaga das campeãs.

União da Ilha: Parabéns a Ilha e ao presidente Ney Fillardis e ao carnavalesco Alex de Souza. A escola voltou a empolgar, fez um belo desfile, porem o enredo foi fraco, agora espero que ano que vem, enfim, mereça um carnaval mais alegre para enfim ganhar seu primeiro título.

Mocidade: Mesmo com o samba bom, a escola de Padre Miguel ainda não mostrou aquele brilho dos anos 90. Fez um belo desfile, porem foi uma escola normal. Agora com o enredo sobre rock in rio em 2013, a escola me preocupa, pois não é enredo de escola grande como a Mocidade, mas enfim, precisa melhorar.

Imperatriz: O mesmo que falei da Mocidade, falo da Imperatriz. Precisa voltar a ser o que foi. Fez um belo enredo, tem uma bela safra, mas precisa voltar ser aquela escola técnica, pois se continuar assim, ira pelo mesmo caminho que Mocidade esta indo também, acesso.

São Clemente: Parabéns a escola de botafogo por se manter mais um ano no especial, apesar de não concordar com a posição. Mas agora é saber fazer um desfile melhor e enfim, mostrar sua a tradição de 50 anos e enfim se manter no especial.

Porto da Pedra: Lembrou-me o livro do Gabriel Garcia Marquez, a morte da crônica anunciada, pois foi um rebaixamento anunciado. Falar de Iogurte? Uma prova que enredos patrocinados não ganha carnaval.

Renascer de Jacarepaguá: Com um desfile de grupo de acesso, a escola ainda precisa aprender muito para fazer um carnaval, mas esta de parabéns.

Inocentes de Belford Roxo: Uma escola que ganhou o acesso de forma estranha. Fez um belo desfile, carros luxuosos, porém, não era o momento de desfilar no especial, mas enfim, esse é o carnaval da LESGA.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Vivendo sem fé num país cada vez mais evangélico


Texto: Joseclei Nunes (@JosecleiNunes)

Até pouco tempo atrás em meu facebook, postei uma imagem dizendo que sou feliz sem Deus. Esses tipos comentários, como essa imagem, fez eu perder alguns amigos pessoais. Mas será que num país democrático como o Brasil, não se pode viver sem Deus?

Segundo as pesquisas, o Brasil em 2020, será basicamente a maior religião do país, mas será que isso é bom ou ruim?

O mundo hoje passa por certas tuburlências, onde estão assuntos polêmicos como aborto, homossexualismo, eutanásia e legalização das drogas. Tirando o homossexualismo, os outros temas acabam sendo questão de saúde pública e de violência, mas na visão deles não é de Deus e nada pode ser permitido.

Com isso e com o crescimento de uma bancada, onde foram titulados com o nome evangélicos, eles criam leis em defesa de sua fé e vetam as que são contrarias, mesmo que o Brasil seja laico, muitos lideres acabam pensando antes no eleitorado evangélico, antes de criar ou fazer algo, os que se opõe a eles, acabem sendo hostilizados, enfim demonizados.

Então a cada dia, fica difícil viver sem fé no meio de tanto deles, pois o país em toda sua história, sempre teve certa liberdade religiosa, mas isso vem mudando, pois cidades como São Gonçalo, templos de origens do candomblé e umbanda estão sendo fechados porque o prefeito seria evangélico, bibliotecas são punidas por não terem um exemplar da bíblia e alunos e professores são discrimados em suas escolas por suas crenças.

A ultima agora, foi intitulada como "PEC da teocracia" do deputado e então pastor e tucano João Campos, dando as instituições religiosas o poder de decidir se as leis são constitucionais ou não. Imagina isso sendo aprovado aqui no país?

Um exemplo são os países islâmicos, onde são punidos aqueles que são homossexuais, adúlteros e tudo da base do livro sagrado deles que é o Alcorão. Aqui no Brasil, o movimento pentecostal parece querer fazer a mesma coisa, mais usando a bíblia como sua fonte e encontrando sempre brechas da constituição para vetar leis como o casamento igualitário.

Mas mudando o foco de leis, temos as pessoas comuns, que muitos, acabam se tornando gados desses lideres, onde participam de manifestações que inclui ataques a políticos que defende a causa GLBT e a legalização da maconha. Essas pessoas comuns em dia descriminam aqueles que acreditam em vários deuses ou até mesmo em nenhum e isso parece só tem de aumentar.

Um dia desses também estava lendo na fila do banco o livro do José Saramago – Caim, uma senhora olhou o titulo e na hora tirou um daqueles papelzinho para me entregar, mas será que eles respeitam nossa liberdade? Como outra vez um jovem veio me abortar falando que preciso de Jesus, eu falei que não preciso, então ele começou a rogar pragas, falando que um dia eu ia cair de joelhos pedindo perdão a Deus. Imagina isso quando eles forem a maioria segundo o IBGE.

Além disso, perdir amigos pessoais por não querer opinar da mesma crença que eles e como um pesquisador e gostar de ler desses temas (mesmo sabendo pouco), gosto de expor as minhas opiniões e isso acabar gerando um mal estar entre eu e essas tais amizades, como uma vez que veio até meu Orkut querendo me dar sermão, como não sou de aceitar desaforos, respondi e depois lá se foi mais uma grande amizade.

Mas Jesus dizia: amai-vos uns aos outros e não é basicamente isso que encontramos no seu dia a dia. Pois em todo Brasil, se encontra propagandas em sites, camisas, outdoors onde se você não seguir a mesma fé que eles, você esta endemoniado, te mandam para o inferno, fazem de tudo para que você seja o pior, só pelo simples fato de não ser evangélico.

A cada dia eu me preocupo, quando sofro uma agressão verbal, quando assisto pela TV alguém sendo discriminado só por ser espírita, ateu, da religião-afro e entre outras. O movimento evangélico deixou de ser a tal religião do amor e passou a ser a religião do ódio, da ganância, do poder, da ignorância, onde a todo custo vão querer te converter para num futuro fazer do Brasil uma teocracia e depois fazer o país de volta a idade média implantar de vez, uma inquisição protestante.

Mas será que é disso que precisamos? Hoje podemos mostrar que pode ser digno sem fé, sem Deus e as pessoas que supostamente eram para acreditar em Deus, de base não é assim.

Muitos hoje tentam “sair do armário” falando que é ateu, que é umbandista, mas ainda sofre repressão. As pessoas ainda olham diferente em ambientes de trabalho, de escola. As Igrejas a cada dia impõem suas doutrinas, suas regras. Usam a bíblia, às vezes de forma incorreta para pregar o tal evangelho de Jesus. Muitos também acabam se afastando da religião e acabam sendo pré-julgados como possuído pelo demônio, como ímpio, afastado, mesmo que saia de forma sensata e sábia.

Esse pode ser o nosso futuro, a cada pesquisa, cresce o numero de evangélicos pentecostais e as polemicas tendem a crescer também, agora só basta saber como vamos viver sem fé num país cada vez mais evangélico. Pense nisso...

sábado, 10 de setembro de 2011

Governo do Rio de Janeiro: Transporte e o descaso com a população



Texto: Joseclei Nunes (@JosecleiNunes)

  Uma tragédia anunciada: Bonde descarrila e mata 5 pessoas, agora 6 que faleceu na data de hoje. Esse acidente que houve em Santa Tereza, é apenas mais uma de tantos que acontecem dentro do Estado do Rio de Janeiro. Só que infelizmente agora teve óbitos.

     Qualquer que seja o motivo apontado pela perícia, é certo que o Estado do Rio de Janeiro, na pessoa de seu Governador Sérgio Cabral e, principalmente, na pessoa do Secretário de Transportes Júlio Lopes, omite-se de forma vil e dolosa há anos, tratando o sistema de bondes de Santa Teresa com descaso.

     Mais do que o abandono de um bem tombado, que, quando convém, tem a imagem utilizada para ilustrar interesses politiqueiros de divulgação da cidade, estamos diante de uma situação criminosa, na medida em que pessoas morrem ou sofrem lesões corporais de natureza grave, que certamente poderiam ser evitadas se o Governador e o Secretário cumprissem a decisão judicial que, há mais de 2 (dois) anos ordenou a recuperação integral do sistema de bondes, com a devolução dos 14 bondes tradicionais em perfeitas condições de operação.

  Mas os bondes são apenas, mas uma de muitas do governo Sergio Cabral, pois a população sofre diariamente com o descaso também nos trens, barcas e metrôs, que a cada dia, não se sabe se chegarão no horário em suas residências ou casas ou até mesmo não se sabe se chegará com vida.

  Primeiramente sempre digo contra essa quantidade exagerada de carros nas ruas, mas eles são o reflexo do descaso de décadas para com o transporte na Cidade Maravilhosa. Foco no Rio porque faz parte do meu cotidiano, mas é nítido que São Paulo e muitas capitais brasileiras sofrem do mesmo mal. Alguém acha mesmo que o sujeito prefere ficar duas horas no engarrafamento se tivesse um metrô abrangente, pontual e de boa qualidade? Ou se pudesse usar um trem limpo, pontual onde não levasse chibatadas de seguranças?

   Nos trens, o governo deu uma concessão de 20 anos a uma empresa privada, mas nada mudou desde aquela época onde havia surfistas de trem. Maioria das frotas dos trens são antigos, e muitos quase não tem reparo nenhum há tempos.

   Lembro em 2009, com a greve dos rodoviários, começamos a perceber o descaso com a população, onde os trens estavam superlotados, pois com a greve, a frota de trens eram bem menor, mas lembro  dos seguranças agredindo os passageiros como fossem apenas um gado, uma gentinha.


   Quando parece que é tudo mais problemas aparecem, em 2011, nos trens começaram aparecer problemas em cima de problemas, onde os trens da linha como Japeri e Saracuruna, que na parte da manhã, é superlotado, começaram a aparecer panes e paravam dentro dos trilhos no caminho de uma estação para outra e com isso, a nossa população, que sofre, desce do trens e vai andando nos trilhos para chegar na estação.

  Sem falar dos problemas em trens velhos, tiveram o disparato mais com a população, quando teve o show do Paul McCartney, com trens extras diretos para o Engenhão, todos de 8 vagões, com ar condicionado e de 20 e 20 minutos, sendo, um serviço especial para quem não anda de trem.

   Agora vem a grande questão, se foi possível fazer um "esquema especial" para atender a população para um show que acontece uma vez na vida, por que não manter o "esquema especial" para atender diariamente a população?

Isso demonstra que a solução existe, falta só a boa vontade.

  Adaptando a frase de Pero Vaz de Caminha: “Aqui é uma terra que, quando se quer, tudo é possível.”

  Apesar de atender muito mal o Povo do Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral renovou o contrato de concessão da Supervia que, por curiosidade, é cliente do escritório de advocacia de sua ex-esposa, Srª. Drª. Adriana Ancelmo Cabral.

  Agora o governo anunciou a vinda de novos trens e que até o fim de 2012, eu acho, todos os trens serão com ar condicionado e os trens velhos, aquele que a população anda diariamente serão todos trocados. Agora é esperar e crer para ver.

  Rio de Janeiro. Copa em 2014, olimpíadas em 2016, novas obras para o transporte, mas apenas um bairro se beneficiará com isso. A Barra da Tijuca, mas será mesmo.

   Só quem anda de Metrô sabe. O governo está investindo em uma nova linha, onde liga de Ipanema até a Barra, com passagens na Gávea, por exemplo, mas enquanto o governo cria-se novas linhas, as outras passam com os mesmos problemas.

  Com metrôs superlotados, a população vive o seu dia-dia. Trens pequenos, sem ar condicionado e só aumentado o numero de passageiros, mas nada muda apenas a passagem.

  No Rio de Janeiro, o metro tem duas linhas, onde liga de Pavuna até Ipanema, em uma linha, vai de Ipanema até a Praça Seans Penã e outra ia de Estácio até Pavuna, mas devido aos problemas e o numero de pessoas, resolveram criaruma nova estação e ampliar a linha, onde ligaria de Pavuna até Botafogo, mas isso resolveu? Não.

  O problema do metrô é a lotação, onde eles não conseguem resolver, a cada dia, a população sofre, tem no seu dia-dia a dificuldade em entrar em um dos vagões do trem, e todo dia vai dentro dele sem poder se mover, podendo gerar muitos problemas de saúde para eles, mas o metro há anos, pelo menos vejo investimentos para resolver essa solução, pois mesmo criando novos horários, novas estações, não adianta se não aumentar os trens, as plataformas, talvez assim poderia ter uma solução.

  Mesmo com o descaso, a empresa que controla o metro, em toda sua história, nunca havia sofrido multa por esses descasos, sendo que levou a primeira multa esse ano, depois de mais ou menos 20 anos.

  Este problema é frequente também em São Paulo, que devido aos horários de pico, encontramos a superlotação, mesmo com o metrô funcionando em sua mais alta precisão, ainda não é suficiente em algumas estações como a Sé no sentido Itaquera! O que quero dizer é que, não importa a capital que seja descrita, todas elas possuem problemas referentes aos transportes! O que falta como já descrito no texto, é a vontade política de se resolver esta questão! Não podemos nos esquecer que, incrivelmente, mesmo com condições sub humanas de se utilizar o transporte público, no inicio do ano, tivemos aumentos referente a utilização do serviço, oq ue nos deixa aidan mais indignados com o que vivemos diariamente! O que nos resta é continuar a cobrar ações que tragam soluções permanentes aos cidadãos que passam suas manhãs e tardes em situações estressantes e cansativas, de pé em trens, metro eônibus, até mesmo preso em engarrafamentos! Merecemos respeito e lutaremos por ele!

  Todos os engenheiros de tráfego e especialistas em trânsito são unânimes: o metrô, para ser eficiente, tem de ter, no máximo, um intervalo de 2,30 minutos. O resultado deste hiato de mais de 5 minutos todo mundo conhece. Vagões cheios a qualquer hora do dia, independentemente dos horários de pico, momentos em que os vagões, aí, ficam abarrotados. E, ironicamente, o Metrô do Rio conseguiu piorar depois de privatizado. Nos anos 80, os intervalos eram abaixo de 2,30 minutos. Hoje, o intervalo mais que dobrou. Só que a população do Grande Rio e o número de usuários do sistema de transporte também dobrou.

  Os trens, nem se fala. Quando o Engenhão foi idealizado ressaltaram sua praticidade pelo fato de a estação do Engenho de Dentro praticamente desembocar na porta do estádio. Pois bem, pegar o trem após uma partida com cerca de 20 mil presentes (que é menos da metade da capacidade do local) é uma aventura. Filas intermináveis, engarrafamento de gente nas passarelas e escadas de acesso à estação, confusão. Isso sem contar os vagões podres e abafados, os generosos e perigosos vãos entre a plataforma e o veículo e os enguiços freqüentes na linha férrea.

  E a autoridade pública o que faz se trata a pão de ló as concessionárias que os administram. Com todo o péssimo serviço e o achincalhe ao usuário, não se vê qualquer repressão por parte do Estado às concessionárias. Pelo contrário: as concessões do Metrô Rio, da SuperVia e das Barcas SA foram prorrogadas por mais de 25 anos cada. Para o governador, prefeito, deputados e vereadores tudo corre bem a bordo de seus confortáveis carros, helicópteros e jatinhos. Jamais devem ter pisado em um trem, metrô ou barca.

  Agora, se a população se revolta, logo uma figura da esfera pública se apressa em taxar as pessoas como vândalas. Esquecem do genial Bertolt Brecht: “Falam das águas violentas de um rio, mas se esquecem das margens que a oprimem.” E, assim, nos tornamos cariocas, brasileiros. Atrás do próximo bloco carnavalesco, com o samba atravessado em um vagão ou correndo atrás de um ônibus.

  Agora com o acidente do bondinho em Santa Tereza, vamos ver se agora a questão do transporte possa ser lembrada pelos nossos governantes, pois nesse acidente, vidas foram perdidas, por causa desse descaso, mas espero não ver daqui em diante, novos acidentes, com ou sem óbitos, em bondinhos, Trens, Metrôs e Barcas, pois a população merece respeito e não querem ser tratados como cachorros.
 

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