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sábado, 30 de julho de 2016

Após 27 anos, Atlético Nacional é bicampeão da Libertadores


Em 1989 (Clique Aqui), a Colômbia conquistaria o primeiro título da Libertadores. Esse título seria do Atlético Nacional, conquistado nos pênaltis sobre o Olímpia. 27 anos depois, o clube Colômbia conquista a sua segunda taça do principal torneio da América do Sul, agora de forma tranquila e com a melhor campanha de todo o torneio, o primeiro conquistado em Medellín, já que em 89 foi conquistado em Bogotá.

Talvez na visão de muitos, a conquista do Nacional seria uma surpresa, comparando com o baixo nível dos clubes brasileiros no torneio, porém, quem acompanha o futebol colombiano e latino, colocou o clube como um dos favoritos, sacramentado na data de 27 de julho de 2016. O planejamento do clube para conquistar a taça começou mais ou menos quatro anos atrás.

Confirmando o favoritismo, A equipe mostrava que viria bem forte no na primeira fase do torneio com as equipes do Peñarol, Huracán e Sporting Cristal, se classificando como primeiro do do grupo e geral com 12 gols marcados e nenhum gol sofrido, obtendo cinco vitórias e um empate. Nas oitavas, o adversário foi novamente o Huracán. A primeira partida foi 0x0, enquanto no jogo de volta, a vitória por 4x2 garantia o Verde nas quartas de final e o adversário seria novamente outro argentino, o Rosario Central.

Nas quartas de final, as duas equipes que apresentaram o melhor futebol da Libertadores. O Rosário venceu por 1 a 0, em casa, tirando a invencibilidade do Nacional, mas na segunda partida, a equipe colombiana vencia apenas por 2 a 1, garantido vaga a equipe argentina, porém, nos 50 minutos Berrio fez o gol da classificação.

Na semifinal o adversário foi o São Paulo, que seria a surpresa pelo que estava apresentando no torneio, mas sem os principais jogadores, a equipe paulista perdeu em casa por 2x0 e 2x1 em Medellín e como na semifinal de Copa Sul Americana em 2014, a equipe colombiana eliminou novamente a equipe paulista em mais uma semifinal do torneio intercontinental.

Depois da eliminação nas quartas em 2014 e nas oitavas ano passado, enfim o Nacional chegou na final, enfrentando o surpreendente Independiente del Valle, mas o favoritismo foi confirmado. Na primeira partida foi 1x1, mas a decisão em casa, a partida foi 1x0 com o gol de Borja garantindo o segundo titulo para equipe colombiana.

Sem essa conversa cartel de drogas e Pablo Escobar. O Atlético Nacional fez um trabalho de longo prazo, que vem dando resultado agora. Reinaldo Rueda deu seqüência ao trabalho do Osorio e com bom jogadores como Mejía, Moreno e Miguel Borja, com a experiência de Macnelly Torres, garantindo a segunda taça para equipe colombiana que dessa vez foi bem merecida e quebrando recordes fazendo 33 pontos, 10 vitórias, 3 empates e apenas uma derrota, jogando um belo futebol e foi assim que o Atlético Nacional se tornou a melhor equipe da América do Sul de 2016.


Joseclei Nunes (@JosecleiNunes) é fundador e editor do blog Futebol Retrô. Escritor, graduando em História. Ama futebol, política, escolas de samba e um bom papo de botequim.

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domingo, 24 de julho de 2016

Meus amores não correspondidos


Texto Publicado no Wattpad Entre Crônicas e Contos

Sexta-feira, fim de mês e eu aqui mais um dia, bebendo vinho e ouvindo um bom som. Nesse momento está chovendo e como todos os dias, estou só, apenas com meus pensamentos. Olhando pela janela, vejo a rua, tão movimentada, deserta, porém vejo outra janela, um casal em um belo jantar romântico.

Ao ver essa imagem, lembro de mim, dos momentos que não tive e dos amores não correspondidos que passaram em minha vida. Nesse momento, toca love for sale, da Billie Holiday, então coloco mais uma taça de vinho, acendo um cigarro e começo a lembrar dessas paixões então, incompletas.

A primeira paixão foi Aline. Tinha mais ou menos doze anos e Aline seria minha colega de classe e minha companheira nos trabalhos de casa e dos lanches do recreio. Lembro até hoje, dos cabelos castanhos, os olhos protegido pelas lentes dos óculos. Tanto eu como Aline, não sabíamos que era amor e na época nem sabíamos o que seria beijo na boca, mas fomos grandes amigos, porém na passagem de ano, ela mudou de cidade e nunca mais tive contato. Na fase dos 15, veio Melissa, uma linda moça, esbelta, com cabelos cacheados até o ombro. Ela foi um amor relâmpago, porém nunca falou comigo ou me deu oportunidades de conversar, porém gostava de tudo do que ela falava, onde lembro do gosto musical, onde conheceria Elis Regina, Tim Maia e entre outros. O amor pela Melissa foi rápido quando veio Andressa, uma amiga de longa data, que por anos tocávamos confissões, porém nunca tive oportunidade, pois sempre fui um simples amigo.

Dos amores não correspondidos, vieram os amores que não duraram. Thaissa, quatro anos de namoro, mais brigas familiares e pessoais terminou o que poderia dar certo e depois veio Juliana, meses de um relacionamento casual, ótima de conversa, mais chegada aos meus pensamentos, mas os caminhos opostos não foram adiante. Anos depois vieram outras pessoas, novas chances de amar, mas não tiveram um final feliz eu aqui estou sozinho novamente.

Não sei o que possa esperar do destino, não sei se terei alguém novamente ao meu lado. Não creio na teoria do sapato velho para um pé cansado, ainda mais nessa sociedade onde as aparências em estão bem acima de qualquer coisa. Mesmo assim, sinto que há um pouco de romantismo em alguma parte escondida em meus pensamentos. Não sei se sou o último romântico como a música do Lulu Santos, mas quem sabe um dia eu possa ter uma nova oportunidade de amar novamente e quem sabe, ser correspondido, diferente das histórias anteriores de “mi vida”.

Joseclei Nunes (@JosecleiNunes) é fundador e editor do blog Futebol Retrô. Escritor, graduando em História. Ama futebol, política, escolas de samba e um bom papo de botequim.

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Passeio na estreia rumo ao bicampeonato

Com dois gols, Riascos foi o destaque vascaíno na goleada

Por Joseclei Nunes (@JosecleiNunes)
 
Boa noite amigos vascaínos do Blog Jovens Cronistas. Mais uma temporada se inicia e mais um ano de Campeonato Carioca e para muitos de nós vascaínos, é o ano de defender o título conquistado no ano anterior, mas o ano de 2016 começa com o clube na Série B do brasileiro, porém a base do time foi mantido junto com o seu principal jogador, o Nenê.

Agora vamos a partida contra o Madureira, também rebaixado para Série D do Brasileiro. Apesar do baixo público na primeira rodada, foram quase nove mil vascaínos para a estreia do nosso amado clube da colina e logo no inicio da partida, o Vasco abriu o placar para alegria da nação vascaína. Nenê recebeu pela esquerda e conseguiu um ótimo passe para Riascos, que de cabeça, jogou no canto esquerdo do goleiro Rafael, sem chances de defesa. A alegria durou pouco, pois em uma falta aos 15 minutos, Daniel subiu sozinho na área e marcou o gol de empate. Martín Silva tentou defender, mas não conseguiu salvar o gol de empate do tricolor suburbano. O Vasco teve outras chances no primeiro tempo, mas o segundo gol só veio no segundo, em jogada pela direita, quando Luan fez um belo cruzamento para Andrezinho, que de ombro, colocou a bola para dentro do gol, deixando a equipe vascaína novamente na frente. Apesar da vantagem, o Vasco sempre buscou ampliar o placar. Aos 34 minutos, Madson sofreu pênalti de Gerley, e na cobrança, Nenê mostrou bastante categoria ao fazer o terceiro gol e aos 46 minutos, Nenê deu lindo passe para Éder Luis e o atacante vascaíno tocou para o meio da área, vendo Riascos completar para o gol, e fazer seu segundo gol na partida.

A estreia do Vasco foi positivo, o time taticamente teve uma pequena melhora, aproveitando as chances em suas finalizações. Claro que Riascos foi uma grata surpresa, assim do retorno de Eder Luis ao time. Claro que a equipe melhorou com a entrada de Pikachu, que deverá jogar no meio de campo, agora não sei se Eder entrará nesse time, mas poderá nos ajudar e muito no decorrer da temporada, pois sabemos que o objetivo é retornar a primeira divisão e como campeão, mas agora é pensar no bi carioca e o próximo objetivo será o América, que retorna a primeira divisão depois de cinco anos na próxima quinta às 19:30.

Saudações Vascaínas /+/

*Joseclei Nunes é fundador e editor do blog Futebol Retrô. Escritor, graduando em História. Ama futebol, politica, escolas de samba e um bom papo de botequim. 

Imagem: Vasco (divulgação)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A Primeira Liga rumo ao primeiro passo

Por Joseclei Nunes (@JosecleiNunes)  

A primeira rodada da Copa Sul-Minas-Rio terminou, o publico compareceu, mas eu agora, o que podemos esperar para as próximas rodadas, ou para os próximos capítulos envolvendo os clubes, principalmente a dupla Fla-Flu, CBF e FERJ?

Podemos iniciar no inicio da década passada, quando CBF, Globos e as confederações resolveram criar um calendário para o futebol brasileiro, e distribuição de cotas de TV, terminando com os torneios regionais, como a Copa do Nordeste, Taça Rio-São Paul e Liga Sul Minas Rio, gerando uma revolta dos clubes com os envolvidos. Tempos depois, com enfraquecimento dos estaduais, brigas entre clubes, federações, confederação e emissoras de TV, alguns dirigentes optaram em retornar com os torneios regionais, começando pela Copa do Nordeste e a Copa Verde.

Com o sucesso dessas ligas, que tem a autorização da CBF, alguns clubes começaram se unir pela volta da Liga Sul Minas, mas com novos convidados, a dupla Flamengo e Fluminense, que nos últimos anos resolveram romper com a FERJ, que tem apoio de Vasco, Flamengo e os clubes pequenos do Rio de Janeiro.

A entrada da dupla começou uma queda de braço com a FERJ, até que Rubens Lopes, que tem interesse futuro em assumir a CBF, resolveu cortar o valor que seria distribuído aos dois clubes, dividindo entre as outras equipes do Campeonato Carioca. Depois ele solicitou a CBF para que vetasse a continuidade do torneio, que foi feito, colando apenas em caráter amistoso de pré-temporada, que pela regra seria até 30 de janeiro. Essa decisão gerou uma revolta entre os dirigentes dos clubes envolvidos, jornalistas esportivos e até nas redes sociais com a hastag #JuntosPelaPrimeiraLiga, além do apoio do Bom Senso, mas isso não durou menos de uma semana e os clubes venceram a primeira queda de braço contra a CBF e a FERJ, que queriam o torneio apenas para 2017, onde colocaram o torneio no calendário oficial, mas nessa temporada como torneio amistoso. Uma vitória para o futebol brasileiro, mas ainda é pouco.

Ainda é complicado para alguns defenderem a Primeira Liga, até mesmo aqueles que não se juntaram a esses clubes, assim como a dupla Vasco e Botafogo, como os clubes paulistas. Há um jogo de interesse para todos os lados, é claro, isso envolve briga de poderes, cotas de TV e entre outros problemas como publicidade, preço de ingressos e por ai vai.

Claro que isso não mudará a situação do futebol brasileiro, que agoniza, mas pelo menos podemos ter ainda uma ponta de interesses. Vimos em outras oportunidades criação do clube dos treze, assumindo o campeonato brasileiro de 1987 e depois com outra oportunidade da Copa João Havelange e deu no que deu. Outra questão que precisa deixar de lado, é a rivalidade entre os clubes, como aconteceu com Kalil do Atlético Mineiro e o Gilvan do Cruzeiro. A Primeira Liga não será a solução, mas é a oportunidade para que o que existe de ruim no futebol como o que temos na CBF e na FERJ percam forças e no futuro tenha uma mudança. Assim como na questão nos direitos de TV, terminando com o monopólio de um canal e colocando uma divisão mais digna entre as equipes, fazendo do torneio mais atrativo, como um campeonato mais competitivo, o aumento de renda dos clubes, além da permanência de jogadores.

Ainda é cedo para criar uma expectativa sobre o futuro da liga e como a posição futura de outros clubes e confederações, mas é claro que o caminho para a criação de uma liga nacional poderá ser um inicio para o nosso futebol, resta como a CBF deixará os torneios dos clubes, mas a exemplo que tem na Europa, tem dado certo, mas aqui ainda tem a questão da rivalidade, do poder, do interesse financeiro e não ter uma cota dividida entre outros clubes. Espero que eu possa está errado, pois eu torço pelo futuro da liga e se realmente for um sucesso, com bom publico e bons jogos, quem sabe não podemos ver nos próximos anos ligas como a Rio-São Paulo, mas ainda é cedo, mas o importante que os clubes de inicio desafiaram a CBF e a FERJ, que aceitou a continuidade dessa edição do torneio e vamos esperar e que isso der certo e que o futebol brasileiro retorne aos tempos de outrora
.
Reitero também a permanência dos estaduais, pois nossa história esta na essência e nas rivalidades locais. A solução é que possamos também olhar para os clubes de menor investimento, dando também oportunidades nas ligas regionais. Não adianta pensar apenas nos clubes “considerados grandes”, pois todos precisam participar nesse momento pela mudança no futebol e os “pequenos”, assim como o sistema dos estaduais devem ser, permanecem em seu calendário.

Abaixo a nota da FERJ sobre a Primeira Liga:


 
*Joseclei Nunes é fundador e editor do blog Futebol Retrô. Escritor, graduando em História. Ama futebol, politica, escolas de samba e um bom papo de botequim. 

Imagem: Primeira Liga e FERJ
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

1967, ano do primeiro titulo do Campo Grande na era profissional

No destaque, Dadá Maravilha foi revelado e campeão pelo Campusca.

Por Joseclei Nunes (@JosecleiNunes

Hoje o Futebol Retro irá relembrar o primeiro titulo conquistado pelo Campo Grande, clube da Zona Oeste do Rio de Janeiro, no ano de 1967 com o Torneio José Trócoli, que foi disputado paralelamente a Taça Guanabara, competição onde o Campo Grande Atlético Clube conquistou participando na primeira divisão do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro.

O torneio foi disputado pelas equipes que não se classificaram para a fase final do Campeonato Carioca e além da primeira taça, o clube revelou Dadá Maravilha para o futebol brasileiro e mundial, quando foi transferido para o Atlético, o galo mineiro, já que o Campusca é o Galo Carioca, rumo ao sucesso. No Campo Grande, Dada Maravilha marcou 26 gols entre 1966 a 1968, incluindo gols nos juvenis e aspirantes.

O Campo Grande estreou no torneio contra o Bonsucesso no dia 22 de julho com vitória de 1x0, gol marcado pelo Hélio Cruz em partida realizada no Maracanã. No dia 30, novamente no Maracanã, a vitória foi contra o Olaria por 2x1, gols marcados por Norival e Adilson para o Campusca e Esteves para o Olaria. No dia 5 de agosto veio a primeira derrota para o São Cristóvão por 1x0, com gol de Juarez, em partida realizada novamente no Maracanã. No dia 12 veio a goleada contra o Madureira por 5x1 com os gols de Nodir e Valmir, dois para cada, Dadá. O Madureira fez o gol de honra com Nando, no Maracanã. Dia 16, veio mais uma vitória contra a Portuguesa por 2x0, gols de Norival e Biriguda, colocando o Campusca na decisão contra o Bonsucesso. Assim como na primeira rodada, o Campusca repetiu o placar por 1x0 com gol de Norival, conquistando o primeiro titulo do clube na era profissional, 27 anos após sua fundação em 13 de junho de 1940.

Além do primeiro titulo em 67, o Campusca também foi campeão do Torneio José Guimarães em 1969 e o titulo de maior expressão que foi o Campenato Brasileiro da Série B em 1982, além da série B carioca em 1985.

Hoje o Campusca tenta voltar a elite do futebol, disputando a terceira divisão do futebol carioca.

Abaixo a os jogos do Campo Grande e a classificação final do Torneio José Trócoli

CAMPO GRANDE 1 x 0 BONSUCESSO
Data: 22/07/1967
Árbitro: Jorge Paes Leme.
CAMPO GRANDE: Hélinho; Zé Oto, Guilherme, Geneci e Paulo; Romeu e Norival; Hélio Cruz, Ênio, Nodir e Nilson (Jairo).
BONSUCESSO: Jonas; Luís Carlos, Paulo Lumumba, Jurandir e Albérico; Amaro e Brandão; Gilbert, Jerônimo, Gibira e Dejair (Campista).
Gols: Hélio Cruz 33/2º

CAMPO GRANDE 2 x 1 OLARIA
Data: 30/07/1967.
Árbitro: Hélio Alves.
Expulsão: Ênio 27/1º
Gols: Norival 02/2º de pênalti e Adílson 27/2º ; Esteves 17/2º
CAMPO GRANDE: Hélinho; Zé Oto, Guilherme, Geneci e Paulo; Romeu e Norival; Hélio Cruz (Adilson), Ênio, Jairo e Nodir (Guaraci).
OLARIA: Ubirajara; Esteves, Miguel, Osmani e Nilton dos Santos; Hélinho e Eliseu; Naldo, Alcir (Adauri), Antoninho (Araújo) e Escurinho.

SÃO CRISTÓVÃO 1 x 0 CAMPO GRANDE
Data: 05/08/1967
Árbitro: Hélio Alves.
SÃO CRISTÓVÃO: Manga (Espanhol); Lauro, Aílton, Solimar e Édson; Edmílson e Fernando; Nei, Castilho, Juarez (Alexandre, depois Moisés) e Vinícius (Cláudio).
CAMPO GRANDE: Hélinho; Zé Oto, Guilherme, Geneci e Paulo; Romeu e Norival; Hélio Cruz, Ênio (Dario), Nodir e Nilson (Luís Paulo).
Gols: Juarez 18/1º pênalti

CAMPO GRANDE 5 x 1 MADUREIRA
Data: 12/08/ 1967
Árbitro: Aílton Sampaio Duque.
Expulsão: Marcílio
CAMPO GRANDE: Hélinho (Omar); Zé Oto, Guilherme, Geneci e Paulo; Romeu e Norival (Jofre); Valmir, Nodir, Dario e Adilson.
MADUREIRA: Carlinhos; Conceição (Luís Almeida), Joel, Russo e Pereira; Marcílio e Elmo (Nelsinho); Anísio, Nando (Roberto), Miguel e Altamiro.
Gols: Nodir 01/1º e 30/2º, Valmir 18/1º e 32/2º e Dario 25/2º; Nando 03/1º

CAMPO GRANDE 2 x 0 PORTUGUESA
Data: 16/08/1967.
Árbitro: José Ferreira de Souza.
Gols: Norival 17 de pênalti e Biriguda 21/2º
CAMPO GRANDE: Hélinho (Zamboni); Zé Oto, Guilherme, Geneci e Paulo; Romeu e Norival; Valmir (Biriguda), Nodir, Dario (Guaraci) e Adilson.
PORTUGUESA: Jurandir; Miguel, Simões, Beto e Zéca; Élcio e Colatina; Humberto, Guará, Pedro Paulo e Dida (Santos).

CAMPO GRANDE 1 X 0 BONSUCESSO
Data: 20/08/1967
Árbitro: Jorge Paes Leme.
Gol: Norival 14/1º
CAMPO GRANDE: Hélinho; Zé Oto, Guilherme, Geneci e Paulo; Romeu e Norival; Valmir (Biriguda), Nodir (Valmir), Dario e Adilson (Gil).
BONSUCESSO: Jonas; Luís Carlos, Paulo Lumumba, Jurandir e Albérico; Amaro e Ivo Sodré; Gilbert, Enos, Campista (Serginho) e Valdir.

1° Campo Grande AC, 8 pontos(campeão); 2° Bonsucesso FC, 6; 3° São Cristóvão FR, 5; 4° Madureira AC, 3; AA Portuguesa, 3 e Olaria AC, 3.

O Artilheiro do Torneio José Trócoli foi Antoninho do Olaria, com 7 gols.

Fontes: Wikipédia, Página do Campo Grande no Facebook e O Craque e as súmulas.

*Joseclei Nunes é fundador e editor do blog Futebol Retrô. Escritor, graduando em História. Ama futebol, politica, escolas de samba e um bom papo de botequim. 

Imagem: Página Oficial do Facebook do Campo Grande
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Os direitos de transmissões dos desfiles das Escolas de Samba do Rio de Janeiro



Por Joseclei Nunes (@JosecleiNunes)

Faltam apenas nove dias para o carnaval e o inicio dos desfiles das Escolas de Samba, que começa na sexta Grupo de Acesso A e depois no domingo com o grupo especial. Apesar de toda tensão do pré-carnaval, além alegorias em período de finalização, entrega de fantasias e apostas de quem será campeã e volta para os desfiles das campeãs, outro assunto vem sendo comentado, aliás, já é um assunto bem comentado nos últimos anos no carnaval, que seriam a as transmissões dos desfiles e os direitos de televisão envolvendo os envolvidos.

Desde 2013, a Globo passou a transmitir apenas no Rio de Janeiro, os desfiles do Grupo A, que até então, passava em outras emissoras, enquanto o canal transmitia os desfiles de São Paulo. Para muitos de nós sambistas e envolvidos no carnaval foi bem positivo, porém, com dezenove agremiações, o canal optou em transmitir a partir da terceira e quarta escola e passar um compacto das primeiras após o termino da ultima escola, porém isso foi comentado e esse formato foi repetido nos anos de 2014 e 2015. 

Já no Grupo Especial, o canal passava os desfiles na integra, repassando os direitos dos desfiles das campeãs para outra emissora (Band e SBT), mas em 2014 ela resolveu passar os desfiles na TV Fechada, no Canal Viva, que pertence ao Grupo Globo começando uma pequena revolta entre os sambistas. Ano passado ela resolveu usar formato que tinha no Grupo A, levando para o Grupo Especial e além disso, terminando de vez as transmissões do desfiles das campeãs, acompanhando apenas pela internet, em seu portal de notícias, o G1. No fim do mesmo ano ela resolveu se meter mais no carnaval, querendo transmitir os desfiles a partir da terceira escola de cada dia, prejudicando as agremiações como Estácio de Sá, União da Ilha, Vila Isabel e Salgueiro, colocando apenas um compacto após o termino da ultima agremiação, gerando uma grande revolta entre as escolas envolvidas. Agremiações, sambistas e componentes foram até as redes sociais protestando contra a decisão da Globo, que teve que acatar, mesmo assim, não vai transmitir a primeira escola de cada dia (Estácio e Vila Isabel), transmitindo o desfile na integra no fim das ultimas escolas.

Após esse período, muitos comentaram essa situação envolvendo a transmissões dos desfiles e os envolvidos que passam os direitos televisivos. A cada ano a Globo tem dado poucos espaços as escolas nos desfiles, apesar de algumas divulgações em seus telejornais como o RJTV e Bom Dia Rio, além das famosas vinhetas que passam no intervalos de sua programação, mas  em si, a transmissão vem perdendo o espaço em sua grade de programação. Claro que essa discussão será longa e muitos de nós teremos que ver o que seria melhor para cada um.

Apesar disso, na parte do carnaval vem crescendo a cada ano. Como a especialização sobre tema, chegada de livros enriquecendo a história cultural do carnaval e isso poderia aprimorar para dentro da transmissão, porém isso não tem acontecido. Não sei detalhes sobre a negociação entre a Globo e a LIESA, mas sei que a emissora tenta interferir na questão dos desfiles, como diminuição do tempo de desfile, alegorias e componentes, gerando revolta entre os dirigentes de algumas agremiações. Claro que a Globo primeiro pensa em seu interesse e para manter as transmissões, que vem perdendo a cada, oferece propostas que seriam “cruéis” para o carnaval. Um desfile com menos componentes, por exemplo, pode gerar perda de rendas para as escolas, que em muitas delas ainda dependem, por exemplo, de renda vinda da prefeitura e até mesmo da própria emissora. Outro fato seria colocar o inicio dos desfiles para mais tarde (em São Paulo, creio eu, começa 23 horas), mas as escolas também não concorda pela questão de encerrar o desfile na luz do dia, apesar que na história, há desfiles antológicos sobre a luz céu, como a Mocidade em 1996.

É claro que ambas precisam entrar em acordos, principalmente para o carnaval. A Globo como detentora dos direitos poderiam fazer isso, como faz em relação a outros esportes e até eventos como o Rock in Rio, repassando os desfiles para canais de seu grupo como Multishow, GNT, +Globosat e entre outras, como também colocar no Pay Per View, já que nesse intervalo na temporada do futebol brasileira também seria uma boa, alem de repassar os direitos de desfiles para canais online como o youtube, onde ano passado retirasse todos os desfiles, podendo trazer um publico mais especifico e apaixonado como vimos no tênis e no automobilismo. Também precisa renegociar os direitos dos desfiles das campeãs, algo que se tornou o costume para muitos, principalmente para os que acompanham os desfiles na Intendente Magalhães, usando o mesmo formato que citei para os desfiles ou mesmo para uma emissora com a TV Brasil.

Ainda veremos muitos capítulos sobre esse tema, mas espero que todos saiam felizes e que o carnaval continue mais forte para o bem de todos. 

*Joseclei Nunes é fundador e editor do blog Futebol Retrô. Escritor, graduando em História. Ama futebol, politica, escolas de samba e um bom papo de botequim. 

Imagem: Getty
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

As passagens aumentam e quem paga a conta é você

O aumento das passagens foi de 11,7% no Rio de Janeiro
Por Joseclei Nunes (@JosecleiNunes)


Assim como todo inicio do ano, as passagens aumentam, porém esse ano ela chegou a R$ 3,80, tendo um aumento de 11,7% aprovado pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB). Seu secretário de Transportes, Rafael Picciani sem cumprir algumas promessas que ele prometera em sua gestão como toda frota com ar condicionado, além da redução da frota de ônibus, com cortes de linhas para a zona sul do Rio, principalmente nas linhas vindo da Zona Norte. Também está previsto o aumento nas barcas, nos trens e até no metro.

As barcas subirão em 12 de fevereiro, de R$ 5,00 para R$ 5,60 (Praça 15-Araribóia), alta de 12%. A tarifa social passará de R$ 3,50 para R$ 4,10. As datas de reajuste são diferentes por causa dos contratos. O metrô, atualmente em R$ 3,70, só deve ter alta em abril. Os reajustes das três concessionárias da Agetransp devem sempre ser anunciados com pelo menos um mês de antecedência. Mas quem ganha com o aumento das passagens?

Esse aumento ocorreu após o governo federal anunciar o aumento do salário minimo de 8,83% em 2015 (de R$ 724 a R$ 788), ou seja, uma porcentagem maior do que o trabalhador assalariado. Além disso, esse aumento lucrará mais ainda para os empresários de ônibus, onde costumam financiar as campanhas eleitorais dos candidatos de quase todos os partidos da prefeitura, com exceção do PSOL, que abriu um processo para vetar o aumento e não aceitam doações de empresas.

Utilizando o comentário do candidato a governador em 2014 pelo PSOL Tarcisio Motta: "a mobilidade urbana é um direito de todo cidadão, mas no mundo em que vivemos se transformou em mercadoria cara e lucrativa para um pequeno grupo de empresários que controla as concessões públicas. (...) A opção pelo rodoviarismo no transporte público da cidade do Rio de Janeiro aliada à falta de transparência e controle sobre as planilhas das empresas gerou uma situação onde os donos das empresas de ônibus ganham tudo e quem paga a conta é o trabalhador carioca. Vejam vocês: isenção de ICMS, redução do ISS de 2% para 0,01%, redução do IPVA pela metade e agora, 13,3% de aumento na tarifa! Isso é um assalto! O Ministério Público e a Defensoria Pública já se manifestaram, afirmando que vão questionar o aumento na justiça, mas nós sabemos que é a mobilização popular que pode barrar mais esse absurdo", falo sobre o enriquecimento de Jacob Barata, de 83 anos, conhecido como “Rei dos Ônibus”, que segundo o artigo do vereador pelo Rede-RJ Jefferson Moura (Clique Aqui) teria “participação em 16 empresas de ônibus municipal no Rio. Entre 2006 e 2007, o HSBC “private bank” de Genebra, na Suíça, indicava que Jacob mantinha US$ 17,6 milhões em uma conta conjunta com a esposa Glória e os filhos Jacob Júnior, David e Rosane.” Jefferson Moura ainda comenta sobre as oligarquias: Se existem “perdas” para os empresários do setor de transportes, por que o povo tem que tapar este rombo? Por que as oligarquias políticas que comandam o Rio acham que é normal que no período de crise o povo tenha que se sacrificar e pagar mais caro pelo transporte? Se há uma crise, o povo não deveria ser poupado? Por que os lucros dos empresários são garantidos pela Prefeitura e o suor dos trabalhadores tem que bancar o aumento? E as transferências de recursos públicos para estes empresários de transportes, por que nós pagamos essa conta?

Os lucros das empresas estão mantidos, Paes, assim como o secretário municipal de transporte Rafael Picciani, o PMDB e seus aliados continuarão recebendo doações para suas campanhas, lembrando que esse ano haverá eleições municipais e eles querem continuar no governo, mas o povo, principalmente o trabalhador que mora na Zona Oeste e Norte pagará as contas com ônibus precários, sem ar condicionado, além de segregar esses moradores, cortando ônibus para Zona Sul, dificultando sua a ida às praias por exemplo. Além dos ônibus, não temos para onde correr. Os trens pioraram nos últimos anos na gestão da SuperVia, não cumprindo horários, apresentando problemas diários, além da superlotação, onde muitos dos carros tem ar condicionado desligado.

A prefeitura não aprendeu com as manifestações de 2013 e naquela época, a passagem era de 2,75, ou seja, em dois anos tivemos um aumento de 1,05, mas nesse mesmo tempo, não vimos melhoras nos ônibus. Agora precisamos pensar nas eleições e vejamos para quem realmente a gestão Paes beneficiou, pois no inicio do ano que vem, quem sabe chegaremos na passagem acima de 4 reais, sem nenhuma mudança na mobilidade urbana do Rio de Janeiro.

Imagem: Getty

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Vasco, 117 anos de conquistas e glórias


Sim, o Vasco está em crise, enfrentando mais uma chance de rebaixamento, que poderá ser a terceira em oito anos. Sim, o Vasco vive um momento político conturbado, gerando uma divisão entre aqueles que são prós e contras a gestão Eurico Miranda, mas uma coisa a instituição Vasco da Gama nunca deixará de ser o Gigante da Colina, que tem uma massa de 10 milhões de apaixonados.

A luta pelo rebaixamento é apenas de muitas lutas que o Vasco enfrenta. Clube fundado por um grupo de 63 rapazes, imigrantes portugueses e luso-descendentes, onde se reuniram em uma sala da Sociedade Dramática Filhos de Talma, localizado no bairro da Saúde, fundando o clube de remo Club de Regatas Vasco da Gama, quando eram comemorados os 400 anos da viagem do célebre almirante à Índia.
Em 1904, O Vasco elegeu o primeiro presidente não-branco da história dos clubes esportivos em atividade no Rio, sendo o oitavo presidente da história do clube. Numa época em que o racismo dominava o esporte, Cândido José de Araújo, um mulato que não dispensava a elegância de um cravo branco na lapela, fez uma gestão exemplar, apresentando o Vasco como um clube aberto e sem preconceitos.

O futebol só veio em 1913, com a criação do Lusitânia era um clube restritivo, que só aceitava portugueses como sócios, o que o impedia de ser incorporado à Liga Metropolitana de Sports Athléticos. O Vasco, por outro lado, aceitava tanto portugueses como brasileiros como sócios. Um acordo entre os clubes celebrado a 26 de novembro de 1915 levou à fusão dos dois, dando origem ao departamento de futebol do Vasco da Gama, mesmo contra alguns remadores, que não aceitavam a criação do departamento de futebol. O Vasco estreou a 3 de maio de 1916, na terceira divisão, perdendo por 10 a 1 contra o Paladino Foot-Ball Club.


O clube então incorporou em seu quadro, jogadores de origem étnica, com a condição que soubessem jogar futebol e em 1922, o Vasco conseguiu o primeiro título ao derrotar o Carioca por 8 a 3, ficando com a taça Constantino, garantindo a ida para a Primeira Divisão da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT). A campanha do clube foi excelente, com onze vitórias, dois empates e uma derrota, sagrando-se assim campeão do Campeonato Carioca de Futebol de 1923 no seu ano de estreia. O time vascaíno era composto por jogadores de várias origens, como negros, mulatos, portugueses e brancos pobres da classe operária, fazendo diferença a outros clubes como Fluminense, América e Flamengo, que não aceitavam ser derrotados por um time formado por negros e pobres e que nem estádio possuía e no ano seguinte deixaram a LMDT e funda a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA).

O Vasco permaneceu na LMDT, ao lado de clubes que não aceitaram as condições ou que não conseguiram cumpriram as exigências da AMEA (casos do Bonsucesso, Andarahy, Villa Isabel, Mackenzie), sendo campeão da Liga Metropolitana em 1924 e no ano seguinte, houve acordo entre o clube e a AMEA, costurado em boa parte por Carlito Rocha, futuro presidente do Botafogo. O Cruzmaltino manteve seus atletas. E o clube, com seus jogadores negros, mulatos e pobres, entraram para a história esportiva do país ao contribuir decisivamente para tornar o futebol um esporte realmente de todos os brasileiros.



Em 1927, em uma campanha de arrecadação permitiu que o sonho se tornasse realidade, com a construção de São Januário, que até 1941, com a inauguração do Pacaembu era o maior estádio do país.



Chegando à década de 40, o Vasco montou um timaço, conhecido como “Expresso da Vitória”, com Augusto, Eli, Lelé, Isaías, Jair, Danilo, Ipojucan, Fiaça, Ademir e entre outros. Com esse elenco, o time, o Vasco conquistou o Campeonato Sul-Americano de Campeões e foi a base da Seleção Brasileira na Copa de 1950.


Assim foram nas décadas seguintes, como na década de 70, o time foi campeão brasileiro em 1974 e alguns nomes que entraram para história do clube como Roberto Dinamite, Zanata, Alcir, Ademir, Jorginho Carvoeiro e entre outros. Na década de 80 outros nomes como Romário, Bebeto, Sorato, Acácio trouxe o bicampeonato brasileiro, em 1989 e nome como o do Cocada, campeão carioca em 1998, sobre o Flamengo.


Outros títulos vieram, o Brasileiro de 97 e 2000, a Libertadores, conquistada em seu centenário em 1998, a MERCOSUL em 2000, com uma das viradas históricas no futebol brasileiro, assim como a Copa do Brasil em 2011 e de grandes ídolos como Edmundo, Felipe, Pedrinho, Carlos Germano, Helton, Juninho Pernambucano e entre outros fazem do Vasco um clube gigante e mesmo com toda crise que vive no momento atual, a história que as adversidades virão, mas no final sempre dará a volta por cima.


Parabéns Vasco pelos 117 anos de existência e que sua grandeza seja eterna como toda sua história. 



Texto: Joseclei Nunes (@JosecleiNunes)

domingo, 19 de julho de 2015

Cuba, a surpresa caribenha na Copa de 1938



Postado no blog Futebol Retrô: Clique Aaqui

Em período de Copa Ouro, Pan Americano e reconciliação entre Estados Unidos e Cuba, após a revolução Cubana em 1959 e o embargo comercial econômico, comercial e financeiro em 1960, pouco foi citado sobre a Seleção de Futebol de Cuba, porém a equipe caribenha teve uma única participação em Copas, no ano de 1938.

A Copa de 1938 foi a terceira Copa realizada e França derrotou Argentina e Alemanha, causando o desconforto entre as federações da América do Sul, acreditando que as sedes deveriam ser alternadas entre os dois continentes. O torneio foi às únicas participações das Índias Orientais Neerlandesas (agora Indonésia) e Cuba, que se classificou após as desistências de Estados Unidos, Colômbia, México, El Salvador e Guiana Neerlandesa (agora Suriname).

A copa de 1938 foi de formato eliminatório, assim como em 1934, caso de empate, tinha mais 30 minutos de prorrogação em caso de persistência do placar, um jogo de desempate era realizado e na estreia como cabeça de chave contra Romênia com os seguintes selecionados do técnico José Tapia para a competição.

Goleiros: Benito Carvajales (Juventud Asturiana) e Juan Ayra (CD Centro Gallego); Defensores: Jacinto Barquín (CD Puentes Grandes) e Manuel Chorens (CD Centro Gallego); Meio de Campo: Joaquín Arias (Juventud Asturiana), Pedro Berges (Iberia Havana), Arturo Galcerán Nogués (Iberia Havana) e José Antonio Rodríguez((CD Centro Gallego); Atacantes: Juan Alonzo (Fortuna Havana), Tomás Fernández (CD Centro Gallego), Pedro Ferrer (Iberia Havana), José Magriñá (Centro Gallego), Carlos Oliveira (Hispano América), Héctor Socorro (CD Puentes Grandes), Mario Sosa (Hiberia Havana), Juan Tuñas (Juventud Asturiana).

Delegação que foi para França em 1938

No dia 5 de junho, no Estádio Chapou, em Toulouse, Cuba e Romênia empataram em 3/3 com os gols de Socorro (44’ e 103) e Magriña (69) para os cubanos e Bindea (35’), Barátky (88’) e Dobay (105’) para os romenos. O jogo de desempate foi realizado em 9 de junho no mesmo estádio em Toulouse e os cubanos garantiram a classificação vencendo a Romênia de virada, com os gols de Socorro, contra (51’) e Fernández (57’). Dobay (35’) fez o gol para os romenos. Essa foi a primeira vitória de Cuba e de uma seleção do Caribe em Copas do Mundo.
Vitória sobre a Romênia garantiu a classificação paras as quartas de finais

Classificado para as quartas de final, no dia 12 de junho, Cuba entrava no campo do Stade du Fort Carré, em Antibes, contra a Suécia e apesar da classificação sobre os romenos na primeira fase, a Seleção Cubana foi goleada por 8/0 para os suecos com os gols de Anderson (9’, 81’ e 90’) Wetterström (32’, 37’ e 44’), Keller (80’) e Nyberg (84’), terminando a sua participação na França, ficando na sétima posição.

Apesar da eliminação, a Seleção Cubana foi a primeira seleção da federação, que hoje é COCACAF vencer uma seleção da Europa e o maior feito da seleção, já que ela não participou outras copas.

O futebol não é o principal esporte do país, que é o beisebol, Raul Castro, quando era ministro da defesa em 2006, comentou que Cuba também jogaria futebol, que a primeira partida no dia 11 de dezembro de 1911, quando o Rovers venceu o Hatuey por 1 a 0, no campo do Parque Paladino, no centro de Havana, mas as chances da seleção de voltar disputar uma Copa são vagas, apesar de ter conquistado a prata em 1979 e bronze em 1971 nos jogos pan americanos, o 4º lugar  na Campeonato da CONCACAF (hoje Copa Ouro da CONCACAF), Vice campeonatos na Copa do Caribe em 1996, 1999, 2003 e 2005 e o titulo de 2012.


Texto: Joseclei Nunes (@JosecleiNunes)
Imagens: Getty e O curioso do futebol
 

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